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Membros da Renamo raptados em Manica continuam desaparecidos

  • André Baptista

Manica Rua Principal

Dirigente do partido da oposição diz que sede tinha sido transformada em casa de dirigentes da Frelimo

Os dois membros da Renamo, raptados segunda-feira, 6, quando tentavam reabrir a sede do partido em Honde, distrito de Báruè, na província moçambicana de Manica, continuam desaparecidos e não foram confirmadas informações da sua morte.

Sofrimento Matequenha, delegado politico provincial da Renamo em Manica, disse que investigações, junto com a Polícia, não produziram novos elementos, sabendo-se que as vitimas teriam sido conduzidas a um cemitério para menores, mas não foram encontrados vestígios dos corpos.

“Fomos até o tal cemitério que disseram que estavam os corpos, mas não foram achados e seria inútil continuar a vasculhar em vão uma mata inteira, sem pistas concretas”, precisou Sofrimento Matequenha, condenando a provocação que culminou com o desaparecimento daqueles quadros.

Um delegado local e um mandatário distrital da Renamo foram raptados por desconhecidos na zona de Honde, o epicentro da reedição em 2016 do conflito politico militar que opôs o Governo e a Renamo, quando tentavam uma audiência com as autoridades locais, para reabertura de uma sede, que já tinha sido tomada de assalto por membros da Frelimo, partido no poder.

Contudo, Matequenha, não tem duvidas que o rapto dos membros está ligada à “ignorância politica” dos membros da Frelimo, a quem acusou de serem os protagonistas das escaramuças que acabaram com o espancamento e desaparecimento dos dois quadros do partido.

“Porque usurparam e destruíram a nossa sede no tempo de confusão (conflito), construíram a casa deles neste local, içaram a bandeira da Frelimo alí, portanto quando viram a brigada da Renamo, vendo que homens vinham recuperar o lugar, e prontos (fizeram a confusão)”, revelou Matequenha.

A Polícia ainda não se pronunciou sobre o incidente, prometendo esclarecimento.

A Renamo, retomou as suas actividades politicas normais, com a reabertura das suas sedes na província central de Manica, destruídas por fogo posto na sequência do conflito politico-militar com o Governo em Fevereiro, após iniciar o segundo periodo da trégua de 60 dias, prolongada por mais dois meses a 4 de Março.

Moçambique vive o terceiro prolongamento da trégua, por mais 60 dias, decretada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, em Janeiro, para dar espaço as negociações de paz entre o Governo e o seu partido e que termina a 4 de Maio.

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