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Moçambique reforça segurança em Nampula e Beira

  • Redacção VOA

FRELIMO e MDM condenam a declaração da Renamo ameaçando tomar o poder pela força nas províncias de centro e norte.

As autoridades militares e policiais moçambicanas reforçaram a sua presença nas ruas das cidades de Nampula e Beira, na sequência da Renamo ter anunciado que tencionava usar da força para impor governos nas províncias onde venceu eleições.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, sem mencionar a Renamo, reiterou a sua disponibilidade para se encontrar com os líderes da oposição e representantes da sociedade civil para dar prosseguimento a um diálogo para a consolidação da paz.

Na Quinta-feira, a Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, anunciou que vai forçar a criação das autarquias provinciais no centro e norte do país, através da criação de uma polícia e da redistribuição do seu efectivo militar.

José Manteigas, porta-voz da V sessão do Conselho Nacional da Renamo, disse que o quórum reunido na cidade da Beira aprovou a criação, "a bem ou a mal”.

Sem avançar datas, José Manteigas disse que o movimento vai evacuar os edifícios estatais onde funcionam os actuais governos provinciais e aos dirigentes da Frelimo ser-lhe-á dada a oportunidade de escolha de se filiarem na Renamo para se manterem nos cargos ou transferirem o poder para o partido de oposição.

O secretário-geral da Frelimo, Eliseu Machava, disse “custar a acreditar “ que o porta voz da Renamo tenha feito essas afirmações.

“Mas se tiver dito isso, lamento bastante porque se falamos da governação falamos da vida dos homens; estamos a falar dos moçambicanos que sofreram de guerras sucessivas,” disse Machava.

O chefe da bancada parlamentar da MDM, Lutero Simango, disse que “se aparece uma formação politica que navega em áreas de força é porque essa é a sua estratégia”.

“Tem que ficar bem claro que nós como MDM defendemos um único exército nacional, uma única polícia nacional e republicana e defendemos uma nação unida baseada na nossa diversidade sócio-politico-cultural”, concluiu Simango.

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