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Moçambique prepara-se contra o ébola

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Nigeria health officials wait to screen passengers at the arrival hall of Murtala Muhammed International Airport in Lagos, Nigeria, Monday, Aug. 4, 2014. Nigerian authorities on Monday confirmed a second case of Ebola in Africa's most populous country, an

Nigeria health officials wait to screen passengers at the arrival hall of Murtala Muhammed International Airport in Lagos, Nigeria, Monday, Aug. 4, 2014. Nigerian authorities on Monday confirmed a second case of Ebola in Africa's most populous country, an

Um medicamento não testado em humanos aplicado aos dois doentes americanos com resultados positivos.

A epidemia de ébola na África Ocidental já provocou a morte de cerca de 900 pessoas na Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria e Nigéria.

Esta é a mais mortal epidemia de sempre da doença que, até agora não tem cura. Entretanto, uma boa notícia está a animar os especialistas quanto a uma eventual cura para a doença, o uso de um medicamento nunca testado em humanos

Três frascos de uma droga experimental secreta, armazenados em temperaturas abaixo de zero, foram levados à Libéria na semana passada num último esforço para salvar dois norte-americanos que tinham contraído ébola, de acordo com uma fonte familiarizada com os detalhes do tratamento citada pela cadeia televisiva americana CNN.

Kent Brantly e Nancy Writebol foram expostos ao vírus em Julho, e apresentaram sintomas de febre, vómitos e diarreia. Horas depois da aplicação do medicamento secreto, porém, ambos apresentaram melhorias significativas.

Acredita-se que os dois norte-americanos, da organização Samaritan’s Purse, contraíram ébola de um terceiro profissional de saúde num hospital da Libéria. Ao saber da infecção, um representante do Instituto Nacional de Saúde teria entrado em contacto com o Samaritan’s Purse na Libéria e oferecido o tratamento experimental, conhecido como “ZMapp”, para os dois pacientes.

Os pacientes foram informados que se tratava de um tratamento nunca tentado antes em humanos, mas com sucesso apenas em macacos. Os quatro animais infectados com ébola sobreviveram ao vírus após receber o medicamento.

Uma hora depois do uso do remédio, a condição de Brantly estava quase revertida, e os médicos descreveram o quadro como um “milagre”. Writebol também recebeu o medicamento. Sua resposta não foi tão sensacional, segundo as fontes, mas depois da segunda dose ela reagiu.

O medicamento é um anticorpo monoclonal desenvolvido em ratos. A droga impede o vírus de entrar e infectar novas células.

O ZMapp ainda não foi aprovado para uso em humanos nem passou pelo processo de testes clínicos com padrões de segurança e eficácia. Com a recente experiência no médico e na missionária, o medicamento pode cair em “uso compassivo” na regulação da agência que controla os medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, FDA, o que significa que o seu uso pode ser permitido ainda na fase de investigação.

Entretanto, a Voz da América tem vindo a acompanhar as medidas que os países africanos de língua portuguesa têm tomado para evitar a entrada do ébola nos respectivos territórios.

Benigna Matsine, do Ministério da Saúde de Moçambique, explica as medidas tomadas pelas autoridades.

"Tudo começa no aeroporto com uma entrevista a todos que vêm ou passaram pelos países afectados e de acordo as informações prestadas são acompahados pelas autoridades sanitárias por pelo menos 21 duas", explicou aquela responsável do Ministério da Saúde.

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