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Moçambique: Polícia questiona Alice Mabota

  • Simião Pongoane

 Maputo: Manifestação de 31 Outubro de 2013

Maputo: Manifestação de 31 Outubro de 2013

Alice Mabota, está em rota de colisão com a polícia desde a manifestação realizada em Outubro passado.

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabota, foi chamada hoje à Polícia de Investigação Criminal por causa de uma mensagem que circula no país apelando a uma manifestação contra o presidente Armando Guebuza. A polícia suspeita que Alice Mabota seja a autora da mensagem, mas ela desmente.
A Presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabota, está em rota de colisão com a Polícia desde a manifestação realizada em Outubro último nos principais centros urbanos do País contra a tensão política e raptos ou sequestros em Moçambique.

Hoje, Alice Mabota foi chamada para Polícia de Investigação Criminal por causa de uma mensagem que circula no País apelando para manifestação de protesto contra o Presidente Armando Guebuza, acusado de levar o país ao abismo, depois de vinte anos de paz e estabilidade. A Polícia suspeita Alice Mabota como sendo autora da referida mensagem veiculada através de telefonia móvel e redes sociais. Mas a Presidente da Liga dos Direitos Humanos nega a autoria da mensagem.

Para Alice Mabota, o poder está a procura de razões para adiar “sine die” as eleições gerais e presidenciais de 15 de Outubro próximo e prolongar o segundo e último mandato de Armando Guebuza que expira no final deste ano.

Segundo Alice Mabota, a sua única culpa é ter liderado a grande manifestação de Outubro do ano passado promovida pela Liga dos Direitos Humanos em parceria com outras organizações da e outras da sociedade civil contra a tensão político-militar e raptos ou sequestros que aterrorizam a sociedade.

Entretanto, o jornal Canal de Moçambique reporta na sua edição desta Quarta-feira, que a Frelimo está a organizar uma manifestação de apoio ao Presidente Guebuza a ter lugar este fim-de-semana na cidade de Maputo.

Segundo o semanário, os organizadores estão a mobilizar funcionários públicos dos distritos para lavarem a imagem do Presidente Guebuza manchada pela falta de solução para os ataques armados da Renamo.

Aliás ainda hoje, as milícias armadas da Renamo atacaram em Sofala um autocarro que estava numa escolta militar, matando uma pessoa e ferindo outras cinco. O cenário da guerra é real é Moçambique. Quase todos os dias, as milícias armadas da Renamo matam e ferem pessoas nas províncias de Sofala, Nampula e Inhambane.

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