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Moçambique poderá ter Fundo Soberano

  • Simião Pongoane

Mina de carvão da Rio Tinto na província de Tete

Mina de carvão da Rio Tinto na província de Tete

Na lista dos países da comunidade de língua portuguesa, Angola, Brasil e Timor-Leste já têm Fundos Soberanos de Riqueza.

Moçambique poderá criar o chamado fundo soberano de riqueza com o desenvolvimento da indústria extractiva galvanizada pela exploração dos recursos minerais, nomeadamente gás e carvão.
Economistas dizem que a economia nacional já está a registar excesso de influxo de capitais no processo de investimento de infra-estruturas destinadas a suportar a exploração dos recursos minerais.

O economista Luís Magaço, da agência de especialistas em auditoria financeira, Austral Cowi, considera que a demora na criação do Fundo Soberano de Riqueza pode prejudicar o processo da diversificação da economia nacional.

Para o economista e académico da Universidade Eduardo Mondlane, Rajendra de Sousa, o país já tem muitos fundos pelo que a criação de um Fundo Soberano de Riqueza pode aumentar a lista.

Rajendra de Sousa defende que o dinheiro das mais-valias da exploração dos recursos minerais pode ser integrado no orçamento do estado que até é deficitário.

Para o governo moçambicano pela voz ministro das finanças, Manuel Chang, o princípio da criação de um Fundo Soberano da Riqueza é bom, mas considera que ainda é muito cedo para Moçambique, porque o país ainda enfrenta muitas necessidades básicas por falta de dinheiro.

O Fundo Soberano é considerado um saco financeiro destinado a acolher o dinheiro gerado excessivamente pela economia. Na lista dos países da comunidade de língua portuguesa, Angola, Brasil e Timor-Leste já têm Fundos Soberanos de Riqueza. Moçambique poderá tê-lo em breve, porque o princípio já foi aceite pelo Governo.
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