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Novo Parque Nacional de Moçambique sem dinheiro

  • Francisco Júnior

Luis Namanha, Administrador do Parque Nacional de Mágoè, Moçambique

Luis Namanha, Administrador do Parque Nacional de Mágoè, Moçambique

Faltam também fiscais para combater a caça furtiva.

Foi criado recentemente em Moçambique, na província de Tete, o Parque Nacional de Mágoè. Já entrou em funcionamento, mas ainda tem muitas dificuldades e precisa de dinheiro para arrancar efectivamente.

Dinheiro que permitirá a construção de postos fixos de fiscalização numa área rica em fauna bravia.

Um milhão e seiscentos mil dólares americanos é mais ou menos o valor que o Parque Nacional de Mágoè precisa para o arranque em pleno das actividades, segundo diz o Administrador.

Segundo o seu administrador, Luís Namanha, não faltam os animais bravios que normalmente fazem as delícias contemplativas dos turistas.

Diz Namanha que o potencial turístico é grande no Parque Nacional de Mágoè, que ocupa uma vasta área territorial de Tete, no centro de Moçambique.

Até a albufeira da gigantesca barragem de Cahora Bassa, um dos maiores empreendimentos hidroelétricos de África e do mundo, está encaixada no Parque Nacional de Mágoè.

E, segundo Namanha, no futuro, será mesmo o eco-turismo uma das principais fontes de receitas do Parque Nacional de Mágoè.

Já foram identificados pelo menos 20 locais onde poderão ser construídas estâncias para alojamento dos turistas.

Namanha está entusiasmado, mas não deixa de manifestar apreensão. Transporte e recursos humanos são dois grandes desafios. Faltam viaturas todo-terreno e fiscais para combater a caça furtiva, um problema sério em Moçambique.

Para ultrapassar a situação, os gestores do Parque pedem a intervenção de parceiros que normalmente apoiam este tipo de iniciativas, como o WWF, Fundo Mundial da Natureza, e outros.

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