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Moçambique: Governo e panificadores em rota de colisão

  • Ramos Miguel

O ministro moçambicano da Indústria e Comércio diz que o preço do pão já não vai subir, mas a Associação dos Panificadores de Moçambique (Amapao), considera que a saída encontrada pelo Governo não é consensual.

Max Tonela disse ter encetado contactos com os industriais de panificação, para evitar uma subida de preço do pão, tendo conseguido travar o incremento, exigido pelos padeiros.

Ele realçou que o Governo tem estado a trabalhar com as diferentes partes envolvidas na produção de pão, "e neste momento não está previsto nenhum aumento".

Aquele governante afirmou ainda que o Governo tem estado a trabalhar com as diferentes partes envolvidas na produção de pão, "para evitar a subida de preço e, neste momento, não está previsto nenhum aumento".

Tonela esclareceu que os panificadores "têm que tentar identificar ofertas de trigo mais barato, fora do país", considerando que as moageiras nacionais praticam preços elevados que acabam encarecendo o custo do pão.

Contudo, para o presidente da Amapao, Vítor Miguel, esta não é a melhor solução, dada à gravidade da situação, que, segundo ele, já conduziu à falência de mais de 100 padarias, pelo menos até finais de 2015.

"Esta é uma solução de longo prazo e não serve para a situação que nós estamos a passar neste momento. Se somos nós que temos que procurar ofertas de trigo mais barato, a situação fica complicada, porque isso tem tramites complicados e morosos. Isso leva tempo e até lá, eu não sei o que vai acontecer", realçou.

Entretanto, o gerente da padaria "Pão da Manhã", na Matola, cidade satélite de Maputo, Francisco Dias, entende que o Governo deve controlar as moageiras que estão constantemente a aumentar o preço da farinha de trigo.

"Já aumentaram o preço por três vezes, e isso sufoca as padarias", frisou.

Refira-se que em Moçambique, o pão é um alimento básico, e a última vez que o país registou uma subida no preço deste produto foi em Outubro de 2015.

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