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Mia Couto galardoado com o Prémio Camões

  • Redacção VOA

Mia Couto

Mia Couto

O escritor moçambicano, Mia Couto, foi galardoado com o 25º Prémio Camões, a distinção literária mais importante da língua portuguesa.

O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”, segundo disse à agência Lusa José Carlos Vasconcelos, um dos jurados.

A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, acrescentou Vasconcelos.

Reagindo à atribuição do prémio, Mia Couto afirmou que o mesmo “representa um sentimento, uma enorme alegria”. “É óbvio que é um tipo de reconhecimento que me apraz muito”, acrescentou o escritor moçambicano.

Mia Couto nasceu na Beira, em 1955. Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou o primeiro para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

Estreou-se com o livro de Poesia “Raiz de Orvalho”, publicado em 1983. Já editou cerca de 23 livros, e muitos deles estão publicados em mais de 22 países e traduzidos em alemão, francês, castelhano, catalão, inglês e italiano.

Trata-se da segunda vez que um escritor moçambicano vence o Prémio Camões, o primeiro foi José Craveirinha, em 1991.

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.
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