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"Não estou intimidado", diz líder dos médicos moçambicanos em greve

  • William Mapote

Jorge Arroz, disse não se sentir "nada intimidado" por ter sido detido no domingo declarando que a greve dos médicos vai continuar.

Em Moçambique, o presidente da Associação Médica de Moçambique, Jorge Arroz, disse hoje não se sentir "nada intimidado" por ter sido detido no domingo, declarando que a greve dos médicos vai continuar "pelo tempo que for preciso".
Jorge Arroz foi detido no princípio da noite e libertado quatro horas depois indiciado de um crime que diz estar ainda por esclarecer.

“Na verdade não sei o que motivou a minha detenção. O facto é que fiquei quatro horas detido e depois fui solto, com a constatação de que a minha detenção era ilegal”, disse Arroz em contacto com a imprensa.

A detenção do jovem líder da Associação Médica mobilizou uma enorme onda de indignação pública, que originou uma concentração de profissionais de vários sectores junto da sexta esquadra da polícia, local onde esteve encarcerado.

A polícia disse que o líder médico foi detido em flagrante delito a preparar um plano de encerramento de todos os hospitais nesta segunda-feira, oitavo dia da greve do sector público de saúde.

Os médicos consideram que a detenção do seu líder foi apenas uma tentativa frustrada de intimidação da classe, que mantém a greve, até as últimas consequências.

"Não me sinto nada intimidado, o que eu sofri não vai abalar de nenhuma forma a causa. Mesmo os polícias que me detiveram identificam-se com a nossa causa", afirmou Jorge Arroz, no final de uma reunião realizada nesta segunda-feira, que para além de profissionais de saúde, contou com pessoas de outras áreas.

Para já, o Ministério da Saúde endereçou na última sexta-feira, uma carta aos médicos, para juntos se sentarem à mesa para acabar com mais uma sessão de diálogo.

Em resposta, a classe médica recusou o convite, uma vez que este excluía a presença de outros profissionais de saúde, que não sejam médicos.
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