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Álcool continua a matar em Manica

  • André Baptista

Em média dois jovens são encontrados mortos devido ao consumo excessivo de álcool.

O número de jovens que morrem nas ruas por consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar exponencialmente na província moçambicana de Manica.

Dados da Policia de Manica indicam que, por semana, dois corpos sem vida são encontrados estatelados na rua, geralmente de jovens desempregados, após ingerir de forma excessiva o álcool, que se supõe para desafogar traumas devido à pressão social gerada pelo desemprego.

O caso mais recente foi reportado esta terça-feira, 18, pela Polícia, em que o corpo de um jovem de 36 anos, desempregado, foi encontrado numa rua do bairro 7 de Abril em Chimoio, após consumir bebidas alcoólicas sem ingerir alimentos.

“Temos registado esses casos com muita frequência, sobretudo na cidade de Chimoio, o que preocupa a Polícia pelo aumento de casos. São vidas sendo ceifadas pelo álcool, apesar que em muitos destes casos não há teor criminal, pela ausência de envenenamento”, disse Elsidia Filipe, porta-voz da Polícia de Manica.

Ainda segundo a responsável, na maioria dos casos dos corpos achados nas ruas, não portam identificação, o que tem dificultado encontrar as famílias e apela para um maior cuidado no consumo do álcool.

“Os médicos forenses em todos os casos detectam que as vitimas bebem álcool sem observar certas medidas, como alimentar-se antes ou durante a ingestão do álcool, o que geralmente tem provocado essas mortes”, frisou Elsidia Filipe.

Os baixos preços das bebidas alcoólicas, sobretudo as famigeradas “boinas vermelhas”, com alto teor de álcool, e as de fabrico caseiro têm aliciado muitos jovens ao alcoolismo.

O desespero pela pressão social, com o aumento galopante do custo de vida, é visto igualmente como uma das causas que têm puxado a juventude a se mergulhar no alcoolismo.

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