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Pesca envenena relações Moçambique-Malawi

  • Ramos Miguel

Analista defende distensão das relações

A disputa de recursos pesqueiros nos lagos Niassa, Chiuta, Chirua e Amaramba, na província nortenha moçambicana do Niassa, está a afectar as relações entre Moçambique e o Malawi.

A disputa centra-se nos recursos pesqueiros, nos quatro lagos, que fazem fronteira entre estes dois países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Vários analistas consideram difícil lidar com a história das relações Moçambique-Malawi, que têm sido afectadas por divergências de natureza política, económica e até social.

Segundo o director provincial do Mar, Águas Interiores e Pescas, do Niassa, Alberto Mucavele, um dos incidentes registou-se em 2012, quando agentes da polícia malauiana "atravessaram a fronteira moçambicana e foram até ao lago Amaramba, deter 11 pescadores e confiscar duas redes de pesca".

Ao longo dos anos, vários outros incidentes têm sido reportados no relacionamento entre os dois países, um dos quais diz respeito à condenação, em 2009, no Malawi, à pena de morte, de seis moçambicanos acusados de crimes de assassinato.

Contudo, essa pena viria a ser depois convertida em prisão perpétua.

A lista de incidentes é longa, mas pode-se falar de mais um, ocorrido em 2010, em que uma embarcação que partira do porto de Quelimane, na província central moçambicana da Zambézia, e navegando de forma experimental o rio Zambeze, com destino a Nsanje, no Malawi, e transportando contentores com 60 toneladas de fertilizantes, foi retida em Marromeu pelas autoridades moçambicanas.

O sociólogo Rogério Sitoi, reconhece que as relações entre Maputo e Lilongue sempre foram tensas, mas acha que Moçambique não devia avançar para uma crispação de posições, preferindo a distensão de relações.

Moçambique e o Malawi partilham uma fronteira comum de cerca de 1400 quilómetros.

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