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Linhas Aéreas de Moçambique enfrenta situação caótica

  • Alfredo Júnior

Linhas Aéreas de Moçambique - LAM

Administração das LAM não sabe quando os serviços voltarão à normalidade

Aumenta o número de críticas em relação aos serviços prestados pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a transportadora aérea de bandeira do país, que tem atravessado uma crise caracterizada por cancelamentos constantes de voos (mesmo com passageiros no interior dos aviações) devido a avarias das aeronaves.

A administração das LAM não sabe quando os serviços voltarão à normalidade e o Governo projecta uma intervenção urgente por forma responder as queixas dos passageiros.

Depois de dezenas de voos cancelados na última semana, na terça-feira, 28, 67 passageiros do voo Maputo-Tete viram a aeronave falhar por três vezes a decolagem, tendo 28 destes passageiros deslocaram-se ao balcão da LAM para exigirem o reembolso do valor da passagem.

"Não vamos aceitar, a vida é nossa, não vamos aceitar. O avião não apresentava segurança, mesmo que estivesse lá dentro não iria se sentir confortável com engenheiros ou mecânicos com as suas caixas de ferramentas. O avião tentou arrancar duas a três vezes e foi abaixo", reclamavam os passageiros junto ao balcão da LAM quando exigiam o reembolso imediato do valor da passagem.

Face à insegurança e incerteza no cumprimento dos horários e datas que se tornou viajar na companhia aérea de bandeira nacional, a administração não sabe quando a situação voltará à normalidade e justifica este caos com a avaria de aeronaves da companhia.

"Neste momento, temos três aeronaves mobilizadas e a restante da frota está a operar", justificou o responsável pela área de manutenção na LAM.

O Governo, acusado de proteger o monopólio pela LAM na operação nas rotas domésticas, não ficou impávido e sereno face a este caos.

A vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, reuniu-se esta quarta-feira, 29, à porta fechada com a Direcção Comercial e de Manutenção da LAM, tendo se inteirado dos graves problemas técnicos da companhia.

"A LAM tem uma frota de sete aeronaves de diversas marcas das quais estão em terra quatro aeronaves neste momento, dai este problema, mas este estar em terra é a bandeira da LAM que deve ser a segurança", disse a vice-ministra.

Rebelo escusou-se a revelar que soluções serão colocadas em marcha para salvar a LAM, porém reafirmou que o espaço aéreo moçambicano está aberto para companhias que querem operar ao nível doméstico.

"É importante de facto que as companhias ou quem esteja interessado em operar em Moçambique venham, registem-se e reúnam os requisitos exigidos para poder operar", comentou Manuela Rebelo.

Nos últimos anos, a LAM tem a assistido a mudanças frequentes dos seus gestores que não têm conseguido resolver os vários problemas em que está mergulhada,.

Vários analistas sugerem a privatização da companhia.

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