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Moçambique: Instabilidade pode travar crescimento, afirma pesquisadora da Chatham House

  • Eduardo Ferro

Mina de carvão da Rio Tinto em Tete

Mina de carvão da Rio Tinto em Tete

Repercussões económicas da tensão político-militar começam a fazer-se sentir nas zonas mais instáveis, realça Elisabete Azevedo-Harman.

Faz agora um ano, Afonso Dhlakama, o líder do maior partido da oposição moçambicana, a Renamo, decidiu regressar ao seu antigo-quartel general do tempo da guerra civil na Gorongosa.

De acordo com a Renamo, o seu líder foi obrigado a aquartelar-se em Santhunjira porque “a democracia estava ameaçada”. Dhlakama liderou o partido durante a guerra civil concluindo em 1992 o acordo de paz com o governo moçambicano.

Contudo desde a introdução da democracia multipartidária em Moçambique, o papel da Renamo tem vindo a perder importância com a diminuição do seu peso eleitoral.

Desde o início do ano a tensão político-militar no país tem vindo a crescer depois do impasse nas conversações entre a Renamo e o governo acerca de uma maior representação do partido na Comissão Nacional de Eleições.

A Renamo já fez saber que vai boicotar as eleições municipais de Novembro próximo e escaramuças entre as suas forças na região da Gorongosa com elementos das forças governamentais têm vindo a suceder-se causando grande instabilidade na região com as inevitáveis repercussões negativas na economia.

Para nos fazer o ponto da situação contactamos a pesquisadora da organização Chatham House, Elisabete Azevedo-Harman.

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