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Moçambique: Insegurança aumenta em Maputo e na Matola

  • William Mapote

Perante o clima do medo em todos os bairros dos arredores de Maputo e Matola, os residentes mobilizaram-se para patrulhamentos nocturnos.

Está instalado o medo e insegurança nos bairros periféricos das cidades de Maputo e Matola, na sequência da onda de assaltos e violações protagonizados por um grupo denominado G20.
Segundo relatos populares, para além de assaltos e roubos, o grupo cujos integrantes se desconhecem, viola e engoma os corpos das vítimas como marca da sua passagem.
O Ministro do Interior, António Mondlane, veio a público negar a existência do tal grupo e disse que tudo não passa de puro boato.

As declarações de Mondlane caíram mal nos residentes das periferias de Maputo e Matola, que já dizem que estas servem apenas para justificar a inoperância policial.
Perante o clima do medo instalado, em todos os bairros dos arredores de Maputo e Matola, mobilizaram-se para patrulhamentos nocturnos.

Com esta medida, os residentes parecem resolver os problemas de insegurança, mas também já começou a causar mortes de inocentes, que são confundidos com malfeitores.

Só neste final de semana, dois cidadãos, um dos quais, artista plástico de nome Alexandre Ferreira, foram mortos por populares, depois de serem confundidos com bandidos.

O grupo de partidos políticos designados “Oposição de Mãos Dadas” veio hoje a público exigir uma acção mais séria do governo para travar a onda de criminalidade que se alastrou nos últimos dias e recorda que a segurança pública é tarefa do Estado, pelo que não se justifica que a população substitua a polícia na tarefa de patrulhamento e combate a criminalidade, no geral.
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