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Aumento de casos de cancro preocupa autoridades moçambicanas

  • Francisco Júnior

País com 26 milhões de habitantes possui apenas sete especialistas em oncologia.

Os casos cada vez mais crescentes de casos de cancro em Moçambique preocupam as autoridades do país que traçam estratégia para combater a doença.

Enquanto nas mulheres a grande dor de cabeca é o cancro do colo do útero, nos homens é o sarcoma de kaposi, que ultrapassou em casos de cancro de próstata.

Em média, por ano, o país regista três mil casos de cancro, mas Cesaltina Lorenzoni, médica patologista e Chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro, diz que pode haver mais pessoas a necessitar dos serviços oncológicos, pois o que acontece é que as autoridades têm muita dificuldade em fazer a notificação.

Cesaltina Lorenzoni, Chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro, Moçambique

Cesaltina Lorenzoni, Chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro, Moçambique

Outro grande desafio, diz Cesaltina Lorenzoni, é a introdução de uma vacina, a do HPV do papiloma virus, que é uma tentativa de evitar que as raparigas desenvolvam o cancro do colo do útero.

Por outro lado, o país enfrenta a falta de recuros humanos. Com 26 milhões de habitantes Moçambique possui apenas sete especialistas na área da oncologia.

A chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro defende a criação de centros especializados.

No Plano Estratégico, prevê-se a criação de pelo menos três centros para o tratamento de cancro, um em cada região.

Países africanos de expressão portuguesa também querem cooperar mais para encontrar as melhores formas de prevenir e combater o cancro.

Para falar disso e das estratégias, mais de 150 especialistas, oriundos daqueles países e de outras partes do mundo, estão desde esta quarta-feira, 25, reunidos em congresso, na capital moçambicana.

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