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Moçambique: Fosso alarga-se entre Governo e Renamo

  • Simião Pongoane

Moçambique – Poster do documentário “Caminhos da Paz” de Sol de Carvalho

Moçambique – Poster do documentário “Caminhos da Paz” de Sol de Carvalho

Devido à falta de progressos desde o início do diálogo a Renamo decidiu boicotar os encontros regulares.

Em Moçambique, novo impasse no diálogo entre o Governo e a Renamo. A Renamo quer medianeiros na mesa de conversações e o Governo recusa dizendo que não há necessidade. A Renamo diz que não volta à mesa sem facilitadores.
Devido a falta de progressos desde o início do diálogo, a Renamo decidiu boicotar os encontros regulares a partir da próxima segunda-feira, exigindo a presença de observadores internacionais e facilitadores nacionais já conhecidos, nomeadamente, Dom Denis Sengulane, da Igreja Anglicana, e o Professor Doutor Lourenço do Rosário, Reitor e proprietário da Universidade privada A Politécnica. O diálogo está encalhado na questão da composição da Comissão Nacional de Eleições com a Renamo a exigir paridade numérica com a Frelimo, uma questão que o Governo considera violação da Constituição da Republica.

A Renamo não aceita discutir outros pontos de agenda do diálogo sem que o governo aceite a paridade e por isso quer facilitadores.

Para o Governo não há necessidade da presença de observadores internacionais muito menos de facilidades nacionais num diálogo entre moçambicanos sobre assuntos de interesse nacional. A posição do Chefe da equipa do Governo, José Pacheco, foi reiterada hoje pelo Conselheiro e Porta-voz do Chefe do Estado, Edson Macuacua.

Edson Macuacua reiterou que o Presidente Armando Guebuza esta disponível a encontrar-se na cidade de Maputo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que vive nas matas de Gorongosa há um ano em protesto contra o que considera abuso da democracia pelo Governo de Armando Guebuza.

Face a esta situação, ninguém sabe ao certo como será quebrado o impasse instalado no dialogo politico entre as duas partes. O que se sabe e que os moçambicanos estão a ficar cada vez mais desapontados com os dirigentes políticos dos dois principais partidos políticos moçambicanos.
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