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Moçambique entre os países com maior número de pessoas com HIV/Sida

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Manta de retalhos de solidariedade com as vítimas da SIDA

Manta de retalhos de solidariedade com as vítimas da SIDA

O relatório das Nações Unidas acredita que com o acesso de todos os doentes ao tratamento é possível acabar com a epidemia em 2030.

Moçambique continua entre os países com maior número de pessoas com HIV/Sida. O número de seropositivos no país aumentou para 1,6 milhões em 2013, segundo o relatório do Programa Conjunto da ONU para o VIH/Sida (ONUSIDA), apresentado esta quarta-feira, 16, em Genebra.

De acordo com o documento, de 400 páginas e publicado no âmbito da 20.ª Conferência Internacional sobre a Sida, que decorrerá de 20 a 25 deste mês em Melbourne, Austrália, Moçambique situa-se na região do mundo mais atingida pela epidemia.

Moçambique é o quinto de uma lista de 15 países com o maior número de pessoas com HIV/Sida do mundo, liderada por África do Sul, com 18 por cento dos casos e seguida por Nigéria, Índia, Quénia, e Moçambique, com quatro por cento.

O país registou mais 400 mil doentes em 2013 comparativamente a 2005.

De 1,2 milhões de pessoas infectadas em 2005 aumentou para 1,6 milhões de doentes no ano passado. Ainda no mesmo período, assistiu-se a um aumento do total do número de mortes relacionadas com a sida. De 73 mil óbitos em 2005, Moçambique passou para 82 mil óbitos em 2013.

O estudo indica que as mulheres são mais vulneráveis a novas infecções.

No caso de Moçambique, a prevalência é de 7% entre as adolescentes, e de 15% a partir dos 25 anos.

Segundo o relatório das Nações Unidas, em 2013, havia 35 milhões de pessoas estavam infectadas com a Sida.

A África Subsaariana tem o maior número de pessoas com HIV, seguido da região da Ásia-Pacífico. O relatório diz que quase 13 milhões de pessoas com HIV têm acesso ao tratamento anti-retroviral, mas vários milhões não têm acesso aos medicamentos por serem marginalizados, criminalizados ou por sofrerem discriminação. Nesse grupo, estão homossexuais, transexuais, profissionais do sexo, presos e usuários de drogas injectáveis.

O Director-Executivo do ONUSIDA Michel Sidibe diz que cerca são 19 milhões de infectados que não procuram tratamento, o que impede manter a epidemia controlada.

"Não haverá fim da epidemia da Sida se não se colocar as pessoas em primeiro lugar e eliminar essa lacuna. Este relatório apresenta dados importantes para esse combate. Se 19 milhões de pessoas que vivem com o HIV não descobrirem a sua situação actual vão morrer, mas se avançarem para o tratamento poderão uma vida plena e saudável”.

De referir que os Estados Unidos são citados como tendo uma alta taxa de infecções por HIVe encontram-se no grupo dos 15 países com a taxa mais elevada de infecções.

O relatório das Nações Unidas acredita que com o acesso de todos os doentes ao tratamento é possível acabar com a epidemia em 2030.

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