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Moçambique: Vai começar recenseamento eleitoral

  • Simião Pongoane

O recenseamento eleitoral com duração de cerca de dois meses vai decorrer em todos os distritos que têm cidades e vilas municipais.

Começa amanhã em Moçambique o recenseamento eleitoral, com duração de cerca de dois meses e que vai decorrer em todos os distritos do país.
Em Moçambique, o relógio de pulso ou de parede e calendário de mesa ou de parede são apenas objectos de adorno, quando se trata de usa-los para cumprimento de prazos. Tudo e feito à moda africana e por isso mesmo, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo Sau, foi investido hoje pelo presidente Armando Guebuza um dia antes do inicio do recenseamento eleitoral este Sábado nas 43 autarquias do país, com um total de 5.024 brigadistas espalhados por 1.708 postos.

Esta semana, os brigadistas foram submetidos a uma formação pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, STAE, essencialmente ligada ao manuseamento de equipamentos informáticos que será utilizado para o processo. Tudo esta sendo feito fora do tempo planificado.

O recenseamento eleitoral de raiz, com duração de cerca de dois meses até 23 de Julho, vai decorrer em todos os distritos que tem cidades e vilas municipais.
Mas ontem mesmo foi aprovada a criação de mais 10 novas autarquias. O registo eleitoral vai custar perto de 28 milhões de dólares americanos, sem contar com os 10 novos municípios que, entretanto, devem ser abrangidos pelo processo de recenseamento. Um terço da população moçambicana estimada em 23 milhões de habitantes vive nas cidades e vilas municipais.

Os seus votos são essenciais para o processo politico-civico da jovem democracia moçambicana, e por isso, o novíssimo Presidente da CNE, Abdul Carimo Sau, mesmo reconhecendo as dificuldades, promete empenhar-se de corpo e alma para o sucesso do recenseamento eleitoral que começa amanhã.

O STAE, braço técnico da CNE, garante melhorias no processo, tendo em conta a experiência do passado.
Mas desta vez o processo vai enfrentar uma forte oposição da Renamo que protesta contra o pacote eleitoral.

A Renamo disse que vai boicotar e inviabilizar tudo e todos para forçar a Frelimo a aceitar uma composição da CNE com base em paridade numérica entre os dois principais partidos políticos.

Entretanto, o parlamento reduziu ontem de um ano e meio para apenas 12 meses o prazo para o Chefe do Estado anunciar a data das eleições gerais de 2014.
A redução surge por causa dos atrasos verificados na marcação da data das eleições gerais do próximo ano que devia ter acontecido em Abril último.
A lei eleitoral foi pontualmente alterada para acomodar incumprimentos de prazos e calendários que já se tornaram cultura em Moçambique.
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