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Necessária transparência nas privatizações, dizem economistas moçambicanos

  • Ramos Miguel

Vista da capital de Moçambique, Maputo

Vista da capital de Moçambique, Maputo

Trata-se de 40 empresas consideradas tecnicamente falidas.

Economistas moçambicanos exigem transparência na privatização de 40 empresas públicas tecnicamente falidas, anunciada pelo governo, como parte dos esforços para minimizar os efeitos da crise económico-financeira.

Essas empresas vão ser vendidas a privados ou encerradas até finais de 2017. Vinte delas, incluindo a fabricante de pneus Mabor, vão ser abrangidas por este processo até ao final do presente ano.

Para a economista Celeste Banze, muitas destas empresas estão tecnicamente falidas e representam um fardo bastante pesado para o Estado moçambicano.

Aquela economista referiu que "uma privatização transparente e livre de actos de corrupção iria permitir que o Estado, em vez de canalizar fundos para essas empresas, arrecadaria receitas resultantes de impostos pagos por essas empresas".

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse ter sido já feito o diagnóstico e adoptadas medidas de reestruturação e redução de seis empresas, nomeadamente, Moçambique Celular, Telecomunicações de Moçambique, Linhas Aéreas de Moçambique, Aeroportos de Moçambique, Correios de Moçambique, e Silos e Terminal Graneleiro da Matola.

Banze considera, entretanto, que um dos aspectos positivos desta privatização tem a ver com a liberalização do mercado, uma vez que muitas dessas empresas são monopolistas, "e o monopólio presta maus serviços e a custos bastante elevados".

Refira-se que, actualmente, o sector empresarial do Estado moçambicano é composto por treze empresas públicas, 109 participadas e duas estatais. Praticamente todas elas enfrentam graves problemas de gestão.

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