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Regresso dos parceiros não é evidente, dizem analistas moçambicanos

  • Ramos Miguel

Economistas dizem que só um diagnóstico profundo da situação económica, que permita o regresso dos parceiros de cooperação que abandonaram Moçambique por causa do seu elevado endividamento, poderá fazer com que o país atinja o crescimento do Produto Interno BRuto (PIB) de 4.5 por cento, projectado pelo governo para 2016.

O governo diz que nos primeiros seis meses deste ano, a economia moçambicana cresceu quatro por cento, e que apesar das adversidades, a meta para 2016, de 4.5 por cento de crescimento do PIB será cumprida.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Mouzinho Saíde, disse, ontem, 10, que no período em análise, a realização da despesa total foi de 19. 6 por cento do orçamento de Estado rectificativo para este ano.

Entretanto, o economista António Francisco diz ser necessário um diagnóstico económico que mobilize os parceiros a retomar a cooperação com Moçambique.

Aquele economista destacou que "é fundamental que seja feito esse diagnóstico, para que o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outros parceiros retomem a cooperação com Moçambique".

A economista Celeste Filipe acrescenta que o Governo está a ser muito optimista, porque não houve uma alteração substancial relativamente aos preços das principais mercadorias de exportação de Moçambique, incluindo as do sector extractivo.

A Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Amélia Muendane Nakhare, assume que a crise económico-financeira mundial reduziu os encaixes provenientes do comércio externo e dos impostos da actividade nacional.

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