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Ausência de diálogo pode aumentar a espiral de violência em Moçambique

  • Ramos Miguel

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO (esq) e Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO (esq) e Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique

Sociólogo Rogério Sitoi diz que as partes em conflito serão obrigadas a negociar, porque nenhuma delas tem a certeza de vitória.

A ausência de diálogo político poderá elevar a tensão político-militar em Moçambique, nos próximos meses, disse o analista Rogério Sitoi.

Contudo, opina, a tensão irá estabilizar, o que obrigará as partes a negociar, porque nenhuma tem a certeza de sair vitoriosa no conflito.

O diálogo político entre o governo moçambicano e a Renamo está emperrado na questão da presença dos mediadores, exigida pelo partido de Afonso Dhlakama.

Nos últimos tempos, a Renamo tem intensificado os seus ataques, aparentemente para forçar o governo a ceder relativamente a este aspecto.

O sociólogo Sitoi, diz que, na sequência disso, haverá mais violência.

Para Sitoi, a Renamo "tem consciência de que não vai vencer e o governo da Frelimo também tem a certeza de que não há condições objectivas para eliminar essas bolsas soltas das forças da Renamo"

Quanto à exigência da Renamo para governar nas províncias onde obteve o maior número de votos nas eleições gerais de 2014, Sitoi diz não crer que Dhlakama e as pessoas da Renamo acreditem que a Frelimo concederá a governação.

"Podem ser algumas acções que possam ser cedidas, mas governação não creio," disse.

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