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CIP vai processar autores de violência durante a campanha eleitoral em Moçambique

  • Ramos Miguel

Após um inicio pacífico e ordeiro, a campanha eleitoral tem vindo a caracterizar-se por actos de violência sobretudo nas províncias de Gaza e de Nampula.

O Centro de Integridade Pública(CIP), uma instituição de promoção da boa governação, transparência e integridade em Moçambique, em parceria com a Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, vai instaurar processos-crime contra as pessoas responsáveis pela onda de violência eleitoral que se tem registado nos últimos dias.

Após um inicio pacífico e ordeiro, a campanha para as eleições gerais de 15 de Outubro próximo, tem vindo a caracterizar-se por actos de violência, sobretudo nas províncias de Gaza e Nampula.

Teles Ribeiro, pesquisador para a área de eleições do CIP critica as autoridades pela fraca resposta a esses actos. Ribeiro diz que o CIP vai fazer a vez das autoridades para desencorajar a violência eleitoral.

"Nós vamos instaurar processos para responsabilizar as pessoas que estão à frente da violência. A constatação que nós temos é que todos os ilícitos eleitorais, tanto a violência como o uso de bens do Estado, continuam a acontecer porque não há responsabilização das pessoas", enfatizou Teles Ribeiro.

Por seu turno, o sociólogo Rogério Sitoi considera que a violência eleitoral resulta da falta de uma acção efectiva das lideranças politicas no sentido de aconselhar os militantes ou simpatizantes a não se enveredarem pela violência.

Sitoi, jornalista e antigo director editorial do Jornal Notícias, diz que as lideranças politicas, sabendo que as situações que ocorreram por exemplo na província de Gaza e Nampula não são novas, não foram capazes de dizerem às pessoas "que estamos em momento de campanha eleitoral e a violência pode manchar o nosso partido, seja qual for o partido".

Refira-se que a violência eleitoral resultou já em alguns feridos graves, incluindo um agente policial, para além de elevados danos materiais.

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