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Moçambique atrasa-se na migração digital.


Foto de arquivo

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Operadores privados sentem-se marginalizados

Moçambique perdeu a protecção da União Internacional das
Telecomunicações, por não ter cumprido o prazo estipulado no
processo de migração para a radiodifusão digital.

O país deveria, a 17 destes mês, ter transitado do sistema de radiodifusão analógica para o digital. Com a perca da protecção, corre o risco de ter interferência de sinal dos países vizinhos.

No entanto, para Simão Anguilaze, vice-presidente da Comissão Nacional de Migração Digital, tudo está salvaguardado.

"Já foram assinados acordos com a Swazilândia, Malawi e África do Sul e
neste momento estáo em preparação acordos com a Tanzânia, justamente para evitar interferências de sinal", disse Anguilaze.

Razões financeiras são apontadas pela comissão como estando na origem
doo atraso, apesar de ter sido contraído um crédito à China.

"O problema principal é o financiamento; temos um projecto integrado que
custa 223 milhões de dólares americanos para construir uma rede de
conversão," acrescentou Anguilaze.

Tal projecto inclui a modernização dos estúdios da televisão pública e intervenções na Rádio Moçambique.

Prevê-se que migração seja concluida em 2017.

O atraso na migração inquieta os operadores privados de televisão, que queixam-se da falta de clareza e informação por parte da comissão que dirige o processo.

João Ribeiro, director geral da Televisão Independente de Moçambique, diz que o atraso será prejudicial para o país.

"Não estamos a ser incluídos nas consultas que estão a ser feitas (...) e muito do que a gente diz está a ser ignorado," afirma João Ribeiro.

A comissão diz que uma rede experimental com 18 emissores (10 nas capitias provinciais e oito nas zonas fronteiriças) será instalada na fase experimental.

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