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Pelo menos duas pessoas foram mortas e outras cinco feridas na zona de exclusão declarada pela Renamo

  • Simião Pongoane

Mozambique Renamo Gorongoza

Mozambique Renamo Gorongoza

Pelo menos duas pessoas foram mortas e outras cinco feridas hoje na zona de exclusão declarada pela Renamo no troco rio Save-Muxungue, na estrada nacional numero um, a única que liga o Pais do Norte a Sul.

Os guerrilheiros da Renamo incendiaram igualmente duas viaturas nas quais viajavam as vitimas.


É o regresso do cenário do conflito armado que assolou o país durante 16 anos, que terminara com um acordo geral de paz assinado em 1992 pelo governo e pela Renamo.

O antigo movimento rebelde protesta contra a lei eleitoral, alegada desmobilização unilateral dos seus oficiais militares do exercito governamental e partidarização das instituições do estado. A Renamo exige paridade numérica com a Frelimo na Comissão Nacional de Eleições.

Estes são os principais pontos de discórdia entre o governo e a Renamo que ameaçam deitar por terra todos os ganhos dos 20 anos de paz em Moçambique.

Face ao impasse no dialogo entre as duas partes, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, decidiu regressar em Outubro ultimo a sua antiga base militar em Gorongosa e deu ordens para impedir a circulação de pessoas e bens entre rio Save e Muxungue, alegando que o governo o quer assassinar.

A Uniâo Europeia já reagiu através de um comunicado condenando os ataques e apelando ao bom senso e ao dialogo para preservar a paz e a democracia em Moçambique.
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