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Moçambique: Analistas defendem profissionalização de gestão eleitoral


Em Moçambique, muitos analistas argumentam que só a profissionalização dos órgãos de gestão dos processos eleitorais poderá acabar com as desconfianças da Renamo relativamente a esses órgãos, que na óptica do segundo maior partido moçambicano, favorecem a Frelimo, no poder.
A Renamo veio a publico, na semana passada, reafirmar que não participará nas próximas eleições em Moçambique, e o académico Calton Cadeado considera que não foi feito o suficiente para convencer a Renamo a mudar de posição.

“Acredito que se a acomodação tivesse pensado, primeiro, em garantir que as eleições autárquicas deste ano ocorram, e depois as eleições do próximo ano, este tinha sido um bom princípio, quanto a mim. As eleições deste ano devem acontecer, mas todo o arranjo político que tiver que ser feito para satisfazer a Renamo, tem que começar a contra a partir de 2013 para frente”, disse.

Segundo aquele académico, só a profissionalização dos órgãos eleitorais fará com que a Renamo acabe com as suas desconfianças relativamente a esses órgãos.

O analista Marcos Sitoi concorda com esta posição, mas entende que a não participação da Renamo nas eleições vai fazer com que ela perca a sua posição de segundo maior partido político em Moçambique, para além da instabilidade que isso vai provocar no seio desta formação política.

Por seu turno, Miguel Brito, director em Moçambique do Instituto Eleitoral para a África Austral, a Renamo, sabe qual é o risco que corre, ao decidir não participar nas próximas eleições.

Para o Bispo Dom Dinis Sengulane, é necessário criar condições para que as eleições em Moçambique contem com a participação de todos os partidos políticos e para que os próximos processos eleitorais sejam momentos de verdadeira festa.

Ramos Miguel, VOA-Maputo
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