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Moçambique pede ajuda urgente do FMI

  • Redacção VOA

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, e Christine Lagarde, directora-geral do FMI

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, e Christine Lagarde, directora-geral do FMI

Governo de Maputo e FMI negoceiam termos de referência da auditoria às empresas que contraíram os "empréstimos secretos".

O Governo de Moçambique pediu o reinício das negociaçoes sobre o apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país “o mais rapidamente possível.

A informação foi revelada por Michel Lazare, chefe da equipa de técnicos do Fundo que terminou nesta quinta-feira, 29, uma visita de uma semana a Maputo.

As duas partes já iniciaram a discussão em torno dos termos de referência da auditoria às empresas públicas que contraíram os chamados “empréstimos secretos” no valor de 1,4 mil milhões de dólares e que determinou, em Abril, a suspensão da ajuda do FMI a Moçambique.

"No seguimento das reuniões entre o Presidente Nyusi e a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, em Washington a 15 de Setembro, a missão fez um progresso considerável com a Procuradoria-Geral da República no esboço em detalhe dos termos de referência para uma auditoria internacional e independente à Ematum, Proindicus e MAM (Mozambique Assett Management) com o objectivo de fortalecer a transparência, a governança e a responsabilização para evitar incorrer nos problemas de dívida do passado", continua o comunicado divulgado no portal do FMI.

A missão recomendou “um aperto da política para salvaguardar a estabilidade macroeconómica” e eligiou “a intenção do banco central de continuar a ajustar a sua política monetária para ajudar a reduzir as pressões inflacionárias”.

Os técnicos do Fundo advertiram para a necessidade de parar a inflação e a depreciação da moeda, o metical.

A ida da missão do FMI a Maputo foi negociada entre a directora-geral do Fundo Christine Lagarde e o Presidente de Moçambique Filipe Nyusi há duas semanas em Washington.

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