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Lojas de moçambicanos atacadas na África do Sul

  • Simião Pongoane

Sul-africanos revoltados com situação sócio-económica viram-se contra imigrantes

Lojas de estrangeiros, incluindo de moçambicanos, são atacadas e pilhadas por sul-africanos em algumas comunidades nas províncias de Gauteng, Limpopo, Kwazulu-Natal, Free State e Noroeste que registam focos de protestos violentos contra alegada falta de serviços básicos nas comunidades.

Os líderes da comunidade moçambicana em Joanesburgo, Amélia Muthisse, e António Tembe, estão apreensivos e apelam aos seus compatriotas a regressarem a casa o mais cedo possível, porque o ambiente não está bom.

Sul-africanos revoltados com situação sócio-económica viram-se contra imigrantes

Em Joanesburgo o lixo não é recolhido há uma semana pela empresa contratada pela Câmara Municipal para efeitos da limpeza da cidade.

Os trabalhadores estão em greve. Exigem a demissão da direção e salário mínimo de 10 mil randes, cerca de 670 dólares por mês.

Estudantes estão em guerra com reitorias nas universidades públicas, exigindo reformas radicais.

Os imigrantes, sobretudo africanos, têm sido alvos da violência xenófoba na África do Sul.

Em Abril do ano passado, pelo menos sete pessoas incluindo dois moçambicanos foram assassinadas durante a violência registada nos arredores das cidades de Durban e Joanesburgo. Mais de três mil foram desalojados das suas casas e os seus negócios ocupados ou pilhados. Mas a migração ilegal dos moçambicanos e de outros africanos para a África do Sul continua. Estima-se em mais de um milhão o número de moçambicanos vivendo ilegalmente na África do Sul.

O número poderá aumentar por causa da instabilidade política prevalecente em casa.

Mais de dez mil já se refugiaram no Malawi.

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