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Moçambicanos fogem da violência em Kwazulu-Natal

  • Simião Pongoane

KwaZulu-Natal

KwaZulu-Natal

Rei Zulu Goodwill Zwelethini pede para estrangeiros saírem da região.

A violência contra estrangeiros na província mais populosa da África do Sul foi aparentemente motivada por declarações do Rei Zulu, Goodwill Zwelethini, feitas há duas semanas num encontro com agentes da Policia. Há 38 moçambicanos refugiados na esquadra da polícia para fugir da violência.

Goodwill Zwelethini afirmou que há pessoas que questionam por que razão ele defende que estrangeiros devem regressar aos seus países de origem.

Para ele, todas as pessoas têm um país de origem.

O rei disse que os sul-africanos estão cansados de criminosos, não sabem como chegaram à África do Sul e por que razão deixaram os seus respectivos países.

"Estas pessoas trazem drogas que depois são dadas às nossas crianças e, como Rei Zulu, não vou permitir isso”, disse Goodwill Zwelethini, do Kwazulu-Natal, por sinal sogro de um moçambicano, de nome Moses Tembe, casado com uma das filhas do Rei Zulu.

Em Kwazulu-Natal, a palavra do rei e quase uma ordem.

As pessoas saíram à rua e começaram a atacar estrangeiros e seus negócios na área de Isiphingo que inclui Kenville e Parlock.

Segundo a Cônsul de Moçambique em Durban Olga Sambo, 38 moçambicanos dos quais sete crianças e uma mulher grávida estão refugiados numa esquadra da Policia em Isiphingo.

Os moçambicanos disseram a Cônsul Olga Sambo que estão mesmo interessados em regressar ao país e pediram apoio em transporte

O recinto da esquadra da Policia tornou-se pequeno para acomodar tantos refugiados.

A polícia sul-africana reforçou o número de efectivos para garantir a segurança, mas os estrangeiros estão apreensivos depois de ataques e ameaças de morte feitos por cidadãos sul-africanos.

Há duas semanas, o Presidente Jacob Zuma e o seu Vice, Cyril Ramaphosa, condenaram veementemente a violência contra estrangeiros na África do Sul, atitude considerada positiva por analistas.

Recorde-se que em 2008 mais de 60 pessoas incluindo moçambicanos foram brutalmente assassinados por sul-africanos durante a violência contra estrangeiros na África do Sul.

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