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Moçambicanos em risco de perder emprego nas minas da África do Sul

  • Simião Pongoane

Cerca de 50 mil postos de emprego estão ameaçados nas minas de platina, ouro e carvão, nos próximos meses, na África do Sul.

As companhias dizem que a decisão de reduzir mão-de-obra é motivada pela queda vertiginosa do preço de minérios e hidrocarbonetos no mercado internacional e elevado custo de produção.

Os cortes frequentes e prolongados no fornecimento de energia eléctrica são também apontados como factores que afectam a indústria mineira deste país.

A companhia de platina Lonmin informou que vai despedir, pelo menos, seis mil trabalhadores e fechar algumas minas em Rustenburg.

A Lonmin emprega cerca de quatro mil moçambicanos.

O delegado do ministério moçambicano do trabalho, emprego e segurança social na África do Sul, Adelino Muchenga, desdramatiza a situação dizendo que a maior parte de moçambicanos nas minas de platina é especializada e menos propensa a perder emprego.

As três grandes companhias de platina - Anglo-Platinum, Impala Platinum e Lonmin - empregam cerca de 10 mil dos 32 mil mineiros de moçambicanos no país. Os outros trabalham nas minas que projectam a redução de mão-de-obra.

O partido no poder, ANC, deplora a decisão das companhias mineiras, mas não tem alternativas para evitar o aumento de desemprego que ronda os 25 por cento.

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