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Moçambique e África do Sul dizem não haver ainda prisões no caso Karegeya

  • Redacção VOA

Colonel Patrick Karegeya

Colonel Patrick Karegeya

O cidadão detido em Maputo, segundo o investigador privado Chad Thomas, em entrevista ao jornal namibiano New Era, seria o tenente-coronel Francis Gakwere.

O porta-voz da unidade especial da Polícia da África do Sul conhecida por Hawks disse ao canal sul-africano News 24 não ter sido feita ainda nenhuma prisão relacionada com o assassinato do antigo chefe do serviço secreto do Ruanda, Patrick Karegeya.

Exilado em Joanesburgo, Karegeya foi encontrado morto no seu quarto de hotel no passado dia 2 de Janeiro.


O porta-voz Paul Ramaloko, no entanto, não avança mais pormenores sobre o caso.

Na passada quarta-feira, 8, o jornal namibiano New Era noticiou que três cidadãos do Ruanda teriam sido presos por alegado envolvimento na morte do ex-chefe da secreta do Ruanda Patrick Karegeya.

Fontes bem informadas adiantaram à Voz de América que alguns cidadãos do Ruanda teriam sido presos em Moçambique no início desta semana, em consonância com as informações veiculadas pelo New Era.

No comando da polícia da cidade de Maputo, a Voz da América pôde constatar uma confirmação tácita da detenção, mas ninguém aceitou falar por ser um assunto da competência das instâncias superiores por envolver estrangeiros.

O jornal Correio da Manhã, que se publica em Maputo, noticiou também que dois agentes da polícia moçambicana estavam envolvidos na prisão de, pelo menos, um cidadão ruandês.

O cidadão detido em Maputo, segundo o investigador privado Chad Thomas, em entrevista ao jornal namibiano New Era, seria o tenente-coronel Francis Gakwere.

Ainda segundo aquele investigador privado, o tenente coronel Gakwere foi também o principal suspeito do atentado falhado contra o general Kayumba Nyamwasa em 2010, apesar de não ter sido condenado por falta de provas.

Entretanto, o porta-voz da Comando Geral da Polícia de Moçambique, Pedro Cossa, disse desconhecer a detenção de qualquer cidadão ruandês.

Noutra informação, o mesmo investigador revelou ao jornal que o sobrinho do assassinado Patrick Karegeya disse ter visto o tio pela última vez com um amigo próximo da família de Apollo Kiririsi no hotel. No entanto, o jornal New Era diz ter falado com Kirisi que se encontra no Ruanda e que negou qualquer envolvimento no caso.

Em muitos círculos políticos e da imprensa existem fortes suspeitas de que a morte do coronel Karegeya terá sido encomendada pelo presidente ruandês, Paul Kagamé, acusado de ter lançado uma caça frenética contra os seus opositores.

Patrick Karegeya foi director-geral dos serviços secretos das forças de defesa do Ruanda durante 10 anos, entre 1994 e 2004, tendo sido destituído da sua patente de coronel na sequência de desinteligências com o presidente Paul Kagamé.

A seguir refugiou-se na África do Sul.
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