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Continua a violência em Moçambique

  • Simião Pongoane

Hoje Moçambique é um estado de democracia multipardiária, mas a Renamo considera que reina exclusão e por isso quer paridade em todos os sectores.

Académicos e políticos consideram que entre o Governo moçambicano e a Renamo existe um grande défice de confiança que se resvala em ataques armados e morte da população civil inocente.

A presença de observadores nacionais, por sinal líderes religiosos, no diálogo político entre as duas partes não consegue impor confiança e serenidade para se parar com ataques armados.

O Sociólogo Eliseu Sueia considera que os ataques armados que já provocaram cerca de três dezenas de vítimas desde Outubro do ano passado são sinais de desconfiança e ataques verbais que decorrem na sala de diálogo.

Para o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, a situação de instabilidade política prevalecente é provocada pela ganância dos dirigentes da Frelimo e da Renamo.

Moçambique era considerado um bom exemplo de manutenção da paz depois do longo conflito armado que durou 16 anos, terminando com um acordo assinado pelas duas partes em 1992.

Vinte anos depois da paz, as duas partes regressam aos tiros sem argumentos de fundo para sociedade cansada de guerra de 16 alegadamente movida contra o comunismo da Frelimo.

Hoje Moçambique é um estado de democracia multipardiária, mas a Renamo considera que reina exclusão e por isso quer paridade em todos os sectores.
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