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MNE de Cabo Verde pede acção colectiva para parar a proliferação de conflitos

  • Redacção VOA

Michelle Obama, Luís Filipe Tavares e Barack Obama, em Nova Iorque, 2016

Michelle Obama, Luís Filipe Tavares e Barack Obama, em Nova Iorque, 2016

Luís Filipe Tavares discursou as Nações Unidas e pediu atenção especial aos países vulneráveis na preservação e uso sustentado dos recursos marinhos.

O ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros defendeu a preocupação do novo Governo do arquipélago com a proliferação de conflitos armados em África e no Médio Oriente".

Ao discursar no último dia da 71a. Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, no início da tarde desta segunda-feira, 26, Luís Filipe Tavares mostrou-se especialmente preocupado com as tensões na Líbia, Sudão do Sul, Somália e Mali, e reiterou o apoio de Cabo Verde à União Africana na busca de soluções para problemas que afectam a paz e segurança de "países irmãos".

“Todos estes fenómenos a que vimos assistindo e aos quais não podemos ficar indiferentes interpelam-nos e obrigam-nos a agir de forma colectiva”, defendeu o chefe da diplomacia cabo-verdiana na sua primeira intervenção depois da posse do novo Governo em Abril.

No rol das suas anotações, Tavares citou “a crise humanitária sem precedentes provocada pelo número elevado de refugiados, as migrações irregulares, as violações massivas dos direitos humanos, a pobreza e a falta de coesão social, o aprofundamento do fosso que separa as nações ricas das mais pobres, as investidas do terror e da barbárie, bem como o crescimento do crime internacional, nomeadamente, do narcotráfico”.

Além de condenar o terrorismo internacional, o governante afirmou ser entendimento do governo do arquiopélago consolidar esforços para a promoção e protecção dos direitos humanos”.

“No que se reporta à protecção dos mais vulneráveis, Cabo Verde registou com agrado a adopção da Declaração Política saída da reunião de alto nível sobre o HIV-Sida, realizada no passado mês de junho, que propugna o acesso ao tratamento sobretudo dos mais vulneráveis, com base no princípio da não-discriminação e da não-estigmatização”, revelou Luís Filipe Tavares que ainda ressaltou a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, em especial para reverter as vulnerabilidades ambientais, económicas e sociais.

Ele pediu também uma maior atenção mundial aos países que têm "recursos limitados e capacidade reduzida de atrair investimento directo estrangeiro".

Tavares explicou que Cabo Verde defende um quadro legal internacional transparente para a preservação e o uso sustentado dos recursos marinhos.

O ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros estará nesta terça-feira, 27, em Washington para uma série de encontros no Departamento de Estado americano.

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