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MLK - O sul americano 50 anos depois de “Eu tenho um sonho”


Martin Luther King, Sr., Roslyn Carter, Andy Young, Coretta King, Presidente Carter, Dr. Benjamin Mays (Presidente Emerito do Morehouse College), Dr. Joseph Lowey (Pastor da Igreja Baptista Ebenezer ), e Jesse Hill (Presidente da Camara de Comercio de Atlanta)

Martin Luther King, Sr., Roslyn Carter, Andy Young, Coretta King, Presidente Carter, Dr. Benjamin Mays (Presidente Emerito do Morehouse College), Dr. Joseph Lowey (Pastor da Igreja Baptista Ebenezer ), e Jesse Hill (Presidente da Camara de Comercio de Atlanta)

A violência e a discriminação raciais dos anos 60 causaram um êxodo em massa de africanos-americanos do sul dos Estados Unidos para comunidades no Norte. Hoje, mais negros vivem no sul do que em qualquer outra região do país.

Casas que podem pagar e um bom mercado de trabalho atraem-nos a esta região onde o sonho de igualdade racial de Martin Luther King está a ser concretizado.
Mas que novo sul é este?


Birmingham, Alabama, é hoje totalmente diferente do que era nos anos 60. Brancos e negros torcem juntos a equipa de basebol da cidade. Isto não teria acontecido há 50 anos neste velho caldeirão de ódio e discriminação racial.

Após a passagem da lei dos direitos cívicos e eleitorais, nos anos 60, abriram-se as portas para o presidente camarário de Birmingham, William Bell, e outros cerca de 800 responsáveis negros poderem ser eleitos. Bell diz que isso se deveu aos sacrifícios de milhões para eliminar a segregação racial.

“Se a espinha dorsal da segregação pode ser quebrada em Birmingham, podia sê-lo em qualquer parte pelo Sul. Daí nasceram homens e mulheres bons. Negros e brancos. Católicos, baptistas, muçulmanos, judeus que se juntaram e disseram temos que enfrentar este mal e juntos ajudaram a mudar Birmingham.”

Não longe no Mississippi, Flonzie Brown Wright inspirou-se no movimento pelos direitos cívicos para lançar a sua campanha politica.

“Em 1968 fui eleita para uma posição no Condado de Madison, Mississippi, tornando-me na primeira mulher africano-americana a ser eleita para um cargo.”
Milton Anderson, presidente do Virginia College, é outro produto do novo sul integrado.

“Em 1963 ou 1964 não havia qualquer hipótese que uma pessoa como eu, de origem pobre pudesse ser presidente de uma grande universidade no estado de Mississippi ou qualquer outro estado do sul.”

Em Birmingham, o presidente camarário Bell concentra-se no desenvolvimento económico como o novo estádio de basebol. Entretanto, continua o seu esforço de melhorar as relações raciais e igualdade de oportunidades para todos os residentes.

“Você pode ser aquilo que quiser, viver como entender e disfrutar das oportunidades devido ao movimento dos direitos cívicos que aqui teve lugar. É perfeito? Não. Mas é muito melhor do que era então e as oportunidades são muito melhores para a próxima geração.”

Jeff Drew tem uma companhia de seguros em Birmingham. Diz que os africanos-americanos têm hoje oportunidades com as quais só podiam sonhar há 50 anos.

“Negros e brancos trabalham juntos em Birmingham, negros e brancos disfrutam das mesmas actividades sociais. Ao todo as relações raciais são muito melhor do que eram há 50 anos.”

Em número crescente os africanos-americanos estão a regressar ao sul, como a Atlanta porque há casas a preço acessível e oportunidades laborais. O presidente camarário diz que Atlanta é a capital do novo sul.

Penso que o futuro da nossa sociedade será baseado no talento.

O presidente camarário Kasim Reed diz que Atlanta é a segunda maior cidade em termos de população negra.

“A área metropolitana de Atlanta é um dos mais dinâmicos mercados para os negros nos Estados unidos devido aos nossos programas de inclusão que temos, e pela forma como promovemos o talento e o mérito.”

O sonho de King de mudança social e económica torna-se uma realidade em muitas partes do Sul. Negros e brancos encontram formas de coexistência e progresso que podem servir de modelo a outras comunidades.
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