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Mistério adensa-se em torno de guineense deportada de Cabo Verde

  • Lassana Casamá

António Indjai disse recentemente que Enide da Gama estava morta

António Indjai disse recentemente que Enide da Gama estava morta

Na Guiné-Bissau, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, foi convocado pela brigada de homicídio da Policia Judiciária, dois dias depois de ter apresentado a prova áudio de que a cidadã guineense, Enide Tavares Soares da Gama, está viva e se encontra na Guiné-Bissau.
Essa versão contraria as recentes afirmações do chefe de estado-maior das forças armadas, António Indjai, que a dava como morta.

Martins afirmou à VOA que não se compreende a razão da sua convocação numa brigada de homicídio da PJ, porquanto em nenhuma circunstância afirmara que Enide Tavares Soares da Gama estava morta, mas sim, pelo contrário, foi a sua organização que apresentou provas de que está viva.

O Presidente da LGDH disse que a sua organização está aberta à colaboração com as autoridades judiciais, mas que jamais vai colocar em risco a segurança de Enide Tavares Soares da Gama, que neste momento, ao que a Voz de América apurou, se encontra em refúgio num lugar de maior sigilo e segurança. Luís Vaz Martins sublinhou, por outro lado, que o que aconteceu na PJ não passa de um sequestro por parte dos agentes policiais.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos interrogado pela Policia Judiciaria aprsentou recentemente um testemunho aúdio de Enide Tavares Soares da Gama confirmando que estava viva, contrariando as declarações de António Indjai que a dava como morta. A cidadã guineense, de trinta anos de idade, foi expulsa de Cabo-verde, depois de ter sido julgada e condenada, sob acusação de tráfico de droga.
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