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Ministro do Interior justifica encerramento de colégio turco em Luanda com actos graves

  • Redacção VOA

Ângelo Tavares promete solução em breve

Ângelo Tavares promete solução em breve

Ângelo da Veiga Tavares não deu qualquer detalhe sobre esses actos em virtude de existirem outros envolvidos.

O ministro do Interior de Angola justificou o encerramento do colégio turco Esperança Internacional com actos de "bastante gravidade" e recusou qualquer pressão sobre o Governo, numa clara alusão à postura do Executivo da Turquia que tem pedido o encerramento das escolas ligadas ao clérigo exilado nos Estados Unidos, Fethullah Gülen, a quem o Presidente Recyip Erdogan acusa de ser o autor intelectual da tentativa fracassada do golpe de Estado do ano passado.

Ângelo da Veiga Tavares não deu qualquer detalhe sobre esses actos em virtude de existirem outros envolvidos.

"A questão que fez com que o Governo tomasse a decisão do encerramento do colégio é uma questão de bastante gravidade, não tem nada a ver com quaisquer pressões que o Governo angolano vem sofrendo de qualquer país, mas por questões de natureza factual em que nós não vamos pormenorizar, porquanto existem outras estruturas que estão também a dar tratamento a esta questão", adiantou o governante em conferência de imprensa.

Veiga reconheceu, no entanto, que o encerramento foi feito com "alguma irregularidade" para a qual pediu desculpas "humildemente" aos pais e alunos e prometeu corrigir "algumas insuficiências".

Na ocasião, o ministro do Interior revelou que o Ministério da Educação está a trabalhar numa solução para os alunos "continuarem a estudar com alguma tranquilidade".

As informações do governante foram dadas depois de o jornal O País ter revelado que dois professores do referido colégio estarão a ser julgados em Janeiro, na 14.ª secção do Tribunal Provincial de Luanda, por alegadas actividades associadas ao financiamento ao terrorismo internacional e branqueamento de capitais.

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