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Ministro da Educação e professores da Huila não chegam a acordo

  • Teodoro Albano

A próxima assembleia de professores acontece nas próximas 48 horas, numa altura em que a greve na educação entra na sua quarta semana.

Se depender da visita do ministro da educação Mpinda Simão à província da Huíla, a greve que afecta o sector está longe de ser ultrapassada.

À saída do encontro que manteve com os parceiros da educação, o titular da pasta fez saber que 417 é o número de vagas disponíveis para atender os mais de cinco mil docentes que reivindicam por actualização da carreira docente.

De acordo com Mpinda Simão, a maioria dos professores dependerá das vagas e das novas regras de actualização da carreira docente.

“Essa questão vai entrar na planificação no sentido de ver se é possível, todos ou parte poderem ser atendidos no ano 2015 e à medida que vamos avançando vamos procurando soluções para eles. Há regra e é preciso concurso é vaga”, explicou.

Mpinda Simão que apelou os professores a retomarem as aulas reconheceu ter constatado na sua visita à província um cenário de greve.

“É uma grande preocupação. E já circulei nalguns sítios, já estive em Caconda, já estive em Caluquembe, estou aqui no Lubango, passo por alguns sítios vejo que as crianças não estão na escola e eu sinto-me muito mal” constatou o ministro.

Para o Sindicato de Professores na Huíla, o encontro com o ministro da educação não trouxe nada de novo.

“Eu fiquei admirado quando o sr. ministro se regozija pelo facto de ter resolvido o problema de 400 num universo de cinco mil. Pelo amor de Deus! Nós temos que ter a capacidade de ver a dimensão do problema. Para nós nada de novo trouxe este encontro. Mantemos a nossa posição vamos transmitir aquilo que vocês também ouviram aqui aos professores, acredito que isto não vai alterar”, disse o porta-voz.

A próxima assembleia de professores acontece nas próximas 48 horas, numa altura em que a greve na educação entra na sua quarta semana.

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