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Desabamento de terra mata oito garimpeiros em Manica

  • William Mapote

A coloração das água dos rio Revue na província de Manica, Moçambique, é resultado do garimpo intensivo e ilegal na região

A coloração das água dos rio Revue na província de Manica, Moçambique, é resultado do garimpo intensivo e ilegal na região

Com estas mortes soube para mais de 150 o número de garimpeiros mortos desde o ano passado

Cerca de duas dezenas de garimpeiros morreram desde o ano passado na província de Manica, centro do país, em consequência de desabamento das minas onde preticavam a sua actividade de garimpo, indicam dados divulgados por organizações ambientalistas nacionais.

O caso mais recente deu-se na madrugada do último domingo, na localidade de Dunda, no distrito de Macossa, onde uma mina artesanal desabou provocando a morte de 8 garimpeiros, de um total de 12 que ficaram soterrados.

Segundo informações divulgadas pela Justiça Ambiental, citando fontes próximas a ocorrência, o facto deu-se por volta das 23 horas de domingo, quando os mineiros se encontravam em mais uma jornada de busca do el-dorado.

Das 12 vítimas 4 foram encontrados com vida.

Nas histórias trágicas do garimpo em Manica, consta a morte em massa de cerca de 100 garimpeiros, entre moçambicanos e zimbabweanos, vítimas de uma vaga de frio e péssimas condições de segurança numa das minas do distrito de Sussundenga.

A Justiça Ambiental veio hoje manifestar o repúdio pela ocorrência e exorta as autoridades governamentais provinciais e nacionais para uma maior acção de fiscalização e controlo de proliferação de mineração artesanal em condições extremamente perigosas como forma de salvaguardar as vidas humanas.

O Ministério dos Recursos Minerais tem manifestado preocupação com a proliferação do garimpo ilegal, mas continua sem encontrar meios para conter a situação.
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