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Africa do Sul: Sindicato Nacional Mineiro anuncia greve para esta Terça-feira

  • Redacção VOA

Secretário-geral do NUM diz que a paralização visa pressionar o patronato a atender as reivindicações de melhorias de condições de trabalho e de vida dos mineiros

O secretário-geral do NUM- Sindicato Nacional Mineiro da Africa do Sul - Frans Baleni confirmou isso mesmo ao serviço em língua inglesa para África da VOA.

“A greve tem início porque os empregadores falharam em responder as exigências razoáveis submetidas pelo Sindicato Nacional dos Mineiros em nome dos seus membros, entre outras, é o reconhecimento do difícil ambiente do trabalho nas galerias subterrâneas que não pode ser comparado com a indústria hospitaleira.”

Baleni adianta que os empregadores recusaram em atender as reivindicações dos trabalhadores, apesar de repetidos apelos para negociações. O anúncio do secretário-geral do NUM foi tornado público depois do consórcio Anglo Platinum Mines ter informado que iria iniciar a redução em cerca 3 mil trabalhadores dos seus efectivos.

Os mineiros estão a exigir quase 60 por cento de aumento dos salários, mas os proprietários das minas estão a oferecer apenas 6 a 6.5 por cento, adianta Frans Baleni.

“O que os empregadores estão a oferecer é abaixo da inflação em algumas instâncias. Os nossos membros estão a dizer que mesmo que não entremos em greve, vamos ainda assim ser licenciados. Por isso não há razão para não lutar por melhorias salariais mínimas.”

Alguns dos líderes sindicais mostraram-se preocupados acera de possível violência após terem acusado os empregadores de desinteresse em reunir-se com os trabalhadores para discutir as condições laborais.

“Estamos a pedir aos empregadores para virem a mesa de negociações de forma a prevenir a greve. Estamos ainda os apelando para apresentarem alguma contraproposta para impedir a greve.”

Palavras de Frans Baleni, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Mineiros sul-africanos. Alguns analistas afirmam que a greve poderá aniquilar a indústria mineira sul-africana. Mas Baleni diz que a sua organização vai continuar a lutar pelos direitos dos seus membros, apesar do anúncio da iminente redução dos seus mineiros.

“Cerca de 4 companhias de minas de ouro já deram o início a uma forma de licenciamento e estamos extremamente preocupados com isso.”

O governo sul-africano ainda não interveio nas negociações entre os mineiros e os seus representantes sindicais. O secretário-geral do NUM adianta que o executivo deve estar igualmente preocupado acerca de potenciais licenciamentos que irão ter impacto na economia assim como deverá assistir aos trabalhadores que forem desempregados.
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