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Golpistas guineenses procuram novo "arranjo constitucional"

  • Sósimo Leal

General Antonio Indjai (ao centro) com o presidente da CNE, Desejado Lima da Costa, em Março passado. O apoio dos militares ao processo eleitoral não era firme.

General Antonio Indjai (ao centro) com o presidente da CNE, Desejado Lima da Costa, em Março passado. O apoio dos militares ao processo eleitoral não era firme.

Contactos com CEDEAO para encontrar saída para a crise poderão ficar à margem da ordem constitucional vigente

O Comando Militar da Guiné-Bissau disse terça-feira à Voz da América que está a proceder a "arranjos constitucionais" com os partidos políticos com vista a criação do Conselho Nacional de Transição.

Trata-se de um órgão executivo cujo modelo será igualmente definido em acordo com a CEDEAO que esteve em consultas com os militares, em Bissau, segunda-feira.

O porta-voz do Comando Militar, Tenente-Coronel Dahba Na Walma, disse que a Junta Militar está à espera de uma equipa técnica da CEDEAO para debater a composição e a orientação do futuro governo.

A ideia de criar "arranjos constitucionais" poderá não ser interpretada, da mesma forma, por guineeenses e a organização regional. Ao sair de Bissau, o chefe da comissão da CEDEAO, Desire Kadre Ouedraogo, disse aos jornalistas haver um acordo para "o retorno à ordem constitucional" o que seria diferente da criação de um novo "arranjo".

O retorno à ordem constitucional tem, aliás, sido exigido pela ONU, União Europeia, Estados Unidos e outras instâncias internacionais.

Em todo o caso, só depois da formação do novo governo, serão libertados o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e o presidente da república interino, Raimundo Pereira.

Dahba Na Walma afirmou que "desde o momento em que se forme Governo e haja um responsável pelo pelouro da segurança, do Interior, nessa altura entenderemos que estão criadas condições para o Primeiro-ministro e o Presidente da República serem postos em residência vigiada em suas até se poder provar que não há ninguém que lhes queira fazer mal".

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