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Milhares de refugiados angolanos ainda estão no Congo


Mais de 20.000 querem regressar mas prazo de repatriamento acaba no fim do ano

Quase doze anos após o fim da guerra em Angola dezenas de milhar de refugiados continuam na República Democrática do Congo e mais de 20.000 querem regressar.
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Os refugiados que querem regressar estão envolvidos numa corrida contra o tempo pois o apoio à sua repatriação vai terminar no final do ano.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados já tem preparado um financiamento de cerca de dois milhões de dólares para o repatriamento destes cidadãos ainda este ano.

O representante do ACNUR em Angola Hans Lunshof disse à Voz da América que ainda se encontram na República Democrática do Congo, na condição de refugiados, 70.000 angolanos, em que um terço destes manifestaram interesse em voltar as suas terras de origem.

"Na República Democrática do Congo ainda permanecem por volta de 70 mil refugiados angolanos dos quais 24 mil em 2011 e 2012 manifestaram vontade de regressar para Angola," disse Lunshof.

Hans Lunshof garante que o ACNUR tem já o financiamento de perto de dois milhões de dólares para o transporte e logística destes refugiados até dia 31 de Dezembro deste ano, acrescentando que “o executivo angolano já indicou que o processo de repatriamento deve acabar agora neste ano de 2014”.

A maioria destes cidadãos angolanos vivem do campo no Congo, segundo o
representante do ACNUR em Angola.

"A maior parte dos refugiados de Angola que permanecem na RDC tem o perfil de agricultores, são pessoas de zonas rurais que vivem espalhadas em grandes áreas da fronteira e uma boa parte vive em Kinshasa," disse.
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