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Michelle Obama apela ao activismo dos jovens africanos

  • Ana Guedes

Primeira-dama norte-americana Michelle Obama discursa na igreja Regina Mundi a jovens líderes africanas, à esquerda Graça Machel, esposa de Nelson Mandela e antiga primeira-dama moçambicana e sul-africana (AP Photo)

Primeira-dama norte-americana Michelle Obama discursa na igreja Regina Mundi a jovens líderes africanas, à esquerda Graça Machel, esposa de Nelson Mandela e antiga primeira-dama moçambicana e sul-africana (AP Photo)

Michelle Obama esposa do presidente norte-americano afirmou que a juventude de África terá que assegurar que as mulheres deixarão de ser tratadas como cidadãos de segunda classe

A primeira-dama norte-americana Michelle Obama fez hoje, quarta-feria, um discurso inspirador aos jovens de África, e em particular às jovens mulheres do continente, a quem pediu que actuem por um futuro melhor.

Após o coro e apresentações de jovens mulheres sul-africanas, uma emocional Michelle Obama, a primeira africana-americana a ser primeira-dama na história dos Estados Unidos, falou perante uma multidão que abarrotava a igreja Regina Mund. E falou directamente às jovens mulheres.

“Podem ser a geração que faz as descobertas e constrói indústrias que irão transformar as nossas economias. Podem ser a geração que leva a oportunidade e a prosperidade a cantos esquecidos do mundo e elimina para sempre a fome deste continente. Podem ser a geração que elimina o HIV/SIDA, a geração que luta não apenas contra a doença, mas o estigma (associado a) essa doença.

Michelle Obama, de 47 anos de idade, e esposa do presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que a juventude de África terá que assegurar que as mulheres deixarão de ser tratadas como cidadãos de segunda classe, uma juventude que terá que responder a qualquer tipo de violência contra a mulher, e em qualquer lugar do mundo.

O discurso fez parte do fórum patrocinado pelos Estados Unidos e dirigido a jovens líderes africanas. Michelle Obama afirmou que na história recente a luta anti-apartheid contra a minoria branca que dominava a África do Sul e o movimento dos direitos cívicos nos Estados Unidos se inspiraram um no outro, e que o mesmo podia ser dito, a nível pessoal, entre ela própria e as jovens africanas de hoje.

A igreja Regina Mundi foi um refúgio durante a luta anti-apartheid, e os presentes disseram acreditar que era agora o local do discurso mais importante da vida de Michelle Obama. A primeira-dama concluiu os seus comentários com um refrão familiar do discurso vitorioso de Barack Obama na campanha eleitoral de 2008.

“Se alguém vos disser que não devem ou que não podem, quero que digam em uníssono, com a voz de uma geração, digam-lhes, Sim podemos!” O que é que vocês dizem? “Sim podemos!” O que é que vocês dizem? “Sim podemos.”

Uma das participantes no fórum, Anele Mdola conhecida radialista sul-africana, afirmou que apelo de Michelle Obama era claro e que era o começo de algo melhor para as jovens africanas.

Grupos de estudantes liceais também estiveram presentes no encontro. Mashudu Nephawe de 17 anos, é aluna do liceu Moletsane do Soweto.

“Mulheres como Michelle Obama têm êxito na vida porque são disciplinadas. Ela pensa de maneira diferente, pensa por outros. Se pudéssemos ter mais mulheres a liderar o mundo acredito que o mundo seria bom, seria melhor do que bom.”

A acompanhar Michelle Obama está a sua mãe e as suas duas filhas.

A sua visita à África Austral tem como foco empoderamento dos jovens e boa governação. Da África do Sul, a primeira-dama norte-americana segue para o Botswana.

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