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Mediadores tentam harmonizar proposta de descentralização em Moçambique

  • Alfredo Júnior

Cidade de Maputo, Moçambique

Cidade de Maputo, Moçambique

Nyusi diz haver avanços nas negociações, mas não há ainda qualquer acordo entre o Governo e a Frelimo.

Os mediadores internacionais que tentam levar o Governo de Moçambique e a Renamo desde Julho deste ano a um acordo de paz têm enfrentado posições contrárias entre as duas partes num processo que ultrapassou todos os prazos previstos no início das negociações.

Agora, enquanto aguardam por posições menos extremadas, os mediadores trabalham na proposta de descentralização da administração governativa, uma das condições impostas pela Renamo desde as eleições de 2014.

A ideia dos mediadores era apresentar a proposta até finais de Novembro, de modo a que ainda este ano o documento fosse para a discussão na Assembleia da República, tendo em conta que a presente e última sessão do Parlamento encerra a 22 de Dezembro.

Entretanto, o Presidente da República, Filipe Nyusi, admitiu que consenso está próximo.

“Dos esforços que temos estado a fazer, eu sinto que, com o apoio e consciência de todos os moçambicanos, estamos em altura de, muito rapidamente, atingir algum consenso", garantiu Nyusi, que pediu que os moçambicanos não deixem o assunto para apenas para ele e Afonso Dhlahama.

"Não deixem essa missão para o líder da Renamo, Dhlakama, e o vosso Presidente só. Se dependesse desses dois, já estaríamos a ter uma outra linguagem", comentou o Chefe de Estado Moçambicano.

Esta segunda-feira decorreu mais uma ronda do dialogo em que Governo e a Renamo procuraram harmonizar a proposta de descentralização governativa, porém, à saída do encontro, os mediadores remeteram qualquer pronunciamento para o final da sessão desta terça-feira, 6.

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