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Mediadores moçambicanos repudiam pedido de afastamento do processo da Renamo

  • Alfredo Júnior

 António Muchanga

António Muchanga

Anastácio Chembeze e Lourenço do Rosário pedem respeito ao bom nome, honra e dignidade.

Os mediadores do diálogo político entre o Governo moçambicano e a Renamo repudiaram nesta quinta-feira as declarações do porta-voz do partido de Afonso Dhlakama que exigiu a substituição daquelas personalidades nacionais pelo Presidente da África do Sul Jacob Zuma e pela Igreja Católica Romana.

Esta posição mereceu a condenação por parte dos mediadores que, nas vozes de Anastácio Chembeze e Lourenço do Rosário, exigem a reposição do seu bom nome após esta atitude depreciativa.

"Não aceitamos e nos distanciamos dos pronunciamentos que atentam ao nosso bom nome, honra e dignidade perante as nossas famílias, instituições públicas e privadas e toda a sociedade", disse o reverendo Anastácio Chembeze.

Por seu turno, o reitor da A Politécnica, Lourenco do Rosário, afirmou que "cada um de nós recebeu um convite subscrito por cada um dos líderes, pelo anterior Presidente da República, Armando Guebuza, e pelo líder da Renamo a convidarem-nos pessoalmente a fazermos parte deste grupo de mediadores”, por isso, reitera Rosa, “não somos dispensados numa conferência de imprensa e para todos efeitos estamos à espera que o líder da Renamo nos escreva a dizer que não precisa de nós".

Estes mediadores distanciaram-se de qualquer responsabilidade em relação ao desarmamento forçado à guarda do líder da Renamo, acontecido a 9 de Outubro, após Afonso Dhlakama sair das matas.

"Dois meses depois em que fomos conotados como coniventes daquilo que aconteceu no dia 9 de Outubro na residência do líder da Renamo, viemos hoje para publicamente esclarecer que não tivemos nenhum envolvimento naquele processo”, esclareceu Anastácio Chebenze, lembrando que a missão deles “foi apenas de ir testemunhar a saída do líder da Renamo das matas para a cidade da Beira.

“O que aconteceu depois, nós estávamos a par desse plano", realçou aquele religioso.

Esta quinta-feira, António Muchanga voltou a defender que a Igreja Católica deve assumir o papel de mediador da crise política em Moçambique e insistiu no afastamento da actual equipa de mediadores.

"Eentregamos a nossa proposta antes do dia 20 de Outubro, a Igreja Católica deve assumir as suas responsabilidades tendo em conta a experiência que tem a nível regional e internacional e solicitamos o Presidente Jacob Zuma que, de boa vontade, acredito que vai aceitar a missão”, reiterou Antonio Muchanga que disse esperar que o Governo envie agora a proposta ao Presidente sul-africano.

Moçambique vive uma crise política e militar desde 2013, que se mantém com a recusa da Renamo em reconhecer a derrota nas eleições gerais de Outubro do ano passado.

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