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"Matequenha" causa nova crise sanitária em Nampula


 Nampula

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Nacala-Porto, Nacala-a-Velha, Mossuril, Moma e a cidade de Nampula com maior número de infectados.

Adina Suahele

A província de Nampula está a ser assolada, desde Setembro passado, por um surto de tunguiasse, vulgarmente conhecida, em Moçambique, como matequenha.

À semelhança das diarreias e da cólera, a doença é causada por deficiências no saneamento básico.

Trata-se de uma infecção causada por uma pulga denominada popularmente por “tunga-penetras”, que ataca os dedos dos pés, causando uma elevação circular e amarelada da pele com um ponto negro central, onde estão os ovos da matequenha.

A pulga que causa a matequenha é da família dos tungideos e presume-se que seja da origem sul-americana. A fêmea fecundada penetra na pele de humanos e animais e provoca muita comichão.

Nas últimas quatro semanas, o surto atingiu picos preocupantes. De acordo com as autoridades de saúde da província, três pessoas morreram no distrito de Nacala-porto e um número considerável de crianças e adultos estão infectadas.

Os distritos mais afectados são Nacala-Porto, Nacala a Velha, Mossuril, Moma e a cidade de Nampula.

Alguns residentes no bairro de Namutequeliua, na capital, reconhecem que as precárias condições de higiene propiciam a proliferação da doença.

Aqueles residentes disseram que extraem a pulga com agulhas e alfinetes, que, entretanto, passam de pessoa para pessoa.

Para fazer frente a este surto, as autoridades de saúde vão preparar voluntários da Cruz Vermelha para uma campanha de informação na província.

A secretária provincial da Cruz Vermelha, Hermínia Silva, receia, no entanto, que, como no passado, os voluntários venham a ser perseguidos pela população.

Silva pede à população para procurar os centros de saúde, após os primeiros sintomas.

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