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"Mata Aula", um fenómeno que preocupa em Angola

  • Coque Mukuta

Foto de Arquivo

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O abondono escolar preocupa em Angola e atinge proporções alarmantes. A situação é mais complicada ainda quando as famílias são enganadas pelos filhos que, apesar de saírem para a escola, passam o tempo em lugares previamente combinados.

O fenómeno não é novo, segundo alguns especialistas. No passado, a capital angolana foi palco de grupos integrados por estudantes que, em vez de irem às aulas, encontravam-se para outras actividades, algumas até criminosas. Era a era dos metralhas, cazengas, mutambas e muitos outros grupos.

Com as novas tecnologias e a chegada das redes sociais, os estudantes, agora, utilizam o facebook e o whatspp para marcarem encontros em vez de irem à escola. Agora, o fenómeno é conhecido por "Mata Aula".

Segundo especialistas, a desestruturação das famílias, a falta de seriedade no processo de ensino/aprendizagem e a instrumentalização dos meios de comunicação social com outros valores, tais como a promoção da nudez, estão na origem desse fenómeno.

Esta é a posição do psicólogo Francisco Teixeira.

“Nós os professores somos autênticos comerciantes de notas ao ponto de mostrar aos alunos que pode não ir a escola e vai passar”, diz Teixeira.

O fenómeno tem uma maior incidência nos alunos da 8ª à 11ª Classe que compreende jovens dos 13 aos 19 anos de idade, em Luanda. A VOA falou com jovens que, sob anonimato, explicaram o Mata Aula.

O Mata Aula foi tema de uma conferência realizada este fim de semana em Luanda.

A preocupação é grande e, por isso, Nelito Ekuikui, um dos membros da organização, apelou a juventude a abandonar o álcool, a prostituição e o “Mata Aula”.

Refira-se que o Mata Aula está na base de uma elevada taxa de abandono e insucesso escolar em Angola, particularmente em Luanda.

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