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Publicitário do MPLA e do PT detido em Curitiba

  • Redacção VOA

João Santana

João Santana

João Santana é suspeito de ter recebido pagamentos milionários ilegais no exterior provenientes da Lava Jato.

O publicitário João Santana, que dirigiu a campanha do Presidente angolano em 2012, foi levado esta terça-feira, de São Paulo, proveniente da República Dominicana, pela Polícia Federal(PF) para Curitiba, onde ficará preso como parte da operação Lava Jato.

Santana, que trabalhou nas duas campanhas da Presidente Dilma Rousseff e na reeleição do ex-Presidente Lula da Silva, teve mandado de prisão expedido como parte da 23ª fase da Lava Jato, deflagrada na segunda-feira, por suspeita de ter recebido pagamentos milionários ilegais no exterior provenientes do esquema de corrupção na Petrobras por serviços prestados para campanhas eleitorais do PT no Brasil.

A mulher do publicitário, Mônica Moura, que também teve mandado de prisão expedido, também foi levada pela PF para o Paraná.

De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, Santana recebeu 7,5 milhões de dólares fora do país por parte da empreiteira Odebrecht e do operador financeiro do esquema de corrupção na Petrobras Zwi Skornicki.

O Ministério Público diz que há evidências de que a Odebrecht transferiu 3 milhões de dólares entre Abril de 2012 e Março de 2013 para uma conta não declarada no exterior de Santana e da mulher, enquanto Skornicki efetuou transferência no exterior de pelo menos 4,5 milhões de dólares entre Setembro de 2013 e Novembro de 2014 para os publicitários, que à época eram responsáveis pelo marketing de campanhas eleitorais do PT.

Santana dirigiu a campanha do MPLA e do Presidente José Eduardo dos Santos em 2012, que, segundo dados oficiais, foi orçada em 20 milhões de dólares.

O publicitário foi investigado também, no passado, por suspeita de branqueamento de capitais, numa operação de transferência de17 milhões de dólares de Angola para o Brasil.

A Polícia Federal suspeitava que o dinheiro teria sido pago por empresas brasileiras que actuam em Angola, numa forma indirecta do PT pagar o seus serviços.

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