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Marina Silva adia anúncio de apoio a Aécio Neves


Aecio Neves

Aecio Neves

A candidata, que chegou a ser uma das favoritas nestas eleições acabou perdendo no primeiro turno.

A terceira colocada na disputa pela Presidência do Brasil, Marina Silva (PSB), adiou, na última hora, a declaração que faria nesta Quinta-feira, 9, anunciando quem deve apoiar no segundo turno das eleições no Brasil.

Aumentando a expectativa em torno da questão, a ex-senadora não definiu uma nova data para oficializar, de acordo com partidários dela, o apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB), segundo colocado no primeiro turno, que disputa agora a presidência com Dilma Rousseff (PT).

A candidata, que chegou a ser uma das favoritas nestas eleições, mas acabou perdendo no primeiro turno, estaria “costurando” desde a última Segunda-feira, 6, o apoio dos partidos de sua coligação ao candidato do PSDB, partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O apoio de Marina Silva seria anunciado hoje depois da série de reuniões dos partidos que compunham sua coligação. Ela deveria, apenas, colocar algumas condicionantes a Aécio Neves, como a promessa de compromisso dele com a defesa das reivindicações indígenas e o fim da reeleição.

Segunda volta renhida opõe Dilma Rousseff a Aécio Neves

O PSB, que teve Marina Silva como candidata este ano, já anunciou o apoio à candidatura de Aécio Neves. A Rede Sustentabilidade, grupo político criado por Marina Silva, já deu aval para que a ex-senadora apoie o candidato do PSDB.

A Rede, o PSB e a própria Marina podem apoiar o PSDB na luta pela não continuidade do actual governo, uma espécie de "todos contra o PT". Para muitos analistas, como o cientista político da UNESP Milton Lahuerta, Marina Silva, que esteve no Partido dos Trabalhadores por mais de 20 anos, foi ex-ministra do Governo Lula e tem razões para ficar agora contra os petistas.

"Ela sofreu um ataque sórdido do PT no primeiro turno e ela insiste na perspectiva que é preciso mudar o jogo que está aí, o quadro que está estabelecido sob o comando do PT, no governo Federal”, afirma.

Marina Silva

Marina Silva

“Agora, isso não significa que ela vai transferir a sua votação para o Aécio. Porque há um público que vota na Marina, o voto jovem, mais da indignação, da contestação que talvez não se encaminhe para Aécio. Pode se encaminhar para Dilma ou pode se consubstanciar em votos nulos. Mas, seja como for, o apoio da Marina será decisivo para o processo político, mesmo que isso possa não repercutir imediatamente em intenção de voto", explica Milton Lahuerta.

Analisando a nova fase da disputa presidencial no Brasil, o cientista político lembra que ter Aécio Neves como adversário no segundo turno era o desejo do PT. "Esse é o cenário que o PT queria desde o início para jogar na sua táctica e estratégia dos últimos anos. Em tese, é mais cómodo ter o Aécio como opositor porque é mais fácil achacar contra ele a critica de neoliberal, corrupto, "sacana", enfim, uma série de outras designações pouco elogiosas", explica.

Aecio Neves

Aecio Neves

Mas, o especialista lembra que o Partido dos Trabalhadores não acreditava que o tucano sairia fortalecido do primeiro turno. Como Marina foi o grande alvo de críticas da campanha Petista, Aécio acabou sendo pouco atingido. "O Aécio chega mais forte ao segundo turno porque foi pouco atacado e agora os ataques vão ter respostas porque os dois vão ter o mesmo tempo de TV. Essa será uma campanha muito dura. Não é impreciso considerar que essa será uma das eleições mais duras dos últimos anos para o PT”.

Na noite desta Quinta-feira, começa a nova guerra política na TV. O programa eleitoral obrigatório será reiniciado nas televisões e amanhã na rádio. É grande a expectativa, também, em torno da primeira pesquisa de intenções de votos de grandes institutos. O Ibope e o Datafolha devem divulgar os primeiros números entre a noite desta quinta-feira e a manhã de Sexta-feira, 10.

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