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Marcolino Moco e Kamalata Numa dizem que vão a tribunal só se for à força

  • Coque Mukuta

Marcolino Moco

Marcolino Moco

Juiz do caso dos 17 activistas trasforma declarantes em arguidos

O caso dos 17 activistas angolanos que estão a ser julgados pelos crimes de rebelião e de preparar um golpe de Estado deu origem a um novo caso.

Os declarantes, supostamente membros do Governo de Salvação Nacional, são agora arguidos pelo crime de desobediência por não terem comparecido ao tribunal.

Eles alegam que nunca foram notificados pela via formal, tendo o Tribunal Provincial de Luanda ter preferido a via do Jornal de Agola.

José Julino Kalupeteca, Marcolino Moco, Alexandra Simeão, Fernando Macedo, Justino Pinto de Andrade, Abílio Kamalata Numa, Rafael Marques de Morais, Filomeno Vieira Lopes, Makuta Nkondo, João Paulo Ganga, José Patrocínio e Fernando Heitor vão ter de responder ao juiz Januário Domingos José que decidiu prescindir deles no julgamento dos activistas

O juiz marcou as alegações finais do caso para a próxima segunda-feira, 14.

Abílio Kamalata Numa, político da UNITA e agora arguido, reiterou que não irá ao tribunal e que aguarda pela prisão.

“Agora, o que podem vir fazer é vir prender-me,” disse Numa, garantindo que não vai ao tribunal.

Por sua vez, o antigo primeiro-ministro e jurista Marcolino Moco, reiterou que não participará em qualquer carnavalização da justiça e que está espera que lhe notifiquem: “a menos que seja algo à força, porque já disse que não vou participar da carnavalização da justiça”.

Os demais arquidos, que também não receberam qualquer notificação official, ainda não reagiram.

Caso forem condenados podem receber uma pena de até três meses de prisão.

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