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Marcelo Rebelo de Sousa eleito Presidente de Portugal

  • Redacção VOA

Portugal's presidential candidate Marcelo Rebelo de Sousa attends an election campaign event in Lourinha, Portugal, Jan. 14, 2016.

Portugal's presidential candidate Marcelo Rebelo de Sousa attends an election campaign event in Lourinha, Portugal, Jan. 14, 2016.

O professor de Direito Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República de Portugal na primeira volta das eleições realizadas neste domingo.

Com 52 por cento dos votos, Rebelo de Sousa obteve o apoio do dobro de eleitores que o segundo classificado, Sampaio de Nóvoa, que conseguiu 22,89 por cento, enquanto na terceira posição ficou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, com 10,13 por cento.

A grande derrotada da noite foi a antiga ministra Maria de Belém Roseira, que teve o apoio de nomes sonhantes do Partido Socialista, no poder, e conseguiu apenas 4,24 por cento.

A abstenção foi a segunda mais elevada da história das eleições presidenciais.

Neste domingo, votaram 4,7 milhões de eleitores, em 9,6 milhões de inscritos.

A mais alta taxa de abstenção em eleições presidenciais foi registada na reeleição de Aníbal Cavaco Silva, em 23 de janeiro de 2011, com 53,56% dos eleitores a optarem por não ir às urnas.

Na declaração de vitória de 15 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa disse comprometer-se em “fazer pontes” e incentivar o “frutuoso relacionamento” entre órgãos de soberania e os agentes políticos.

Ele repetiu o discurso pacificador que fez em toda a campanha e reiterou ser “a hora de refazer Portugal”.

“O Presidente da República é o primeiro a querer que o Governo governe com eficácia e com sucesso. É indispensável que a oposição seja activa e representativa porque no seu escrutínio se faz a força da democracia”, afirmou Rebelou de Sousa que defendeu a necessidade de “reforçar a coesão social” e não dispensou uma referência ao Papa Francisco quando disse que iria olhar pelos “mais pobres, pelos que vivem na periferia da cidade”.

O primeiro-ministro assumiu "o compromisso de máxima lealdade e plena cooperação institucional" com o Presidente da República.

António Costa, que intervinha momentos após o discurso de vitória do sucessor de Cavaco Silva, realçou também o "facto de os portugueses terem rejeitado claramente as candidaturas populistas e que se apresentavam como sendo antisistema".

Esse é um sinal de "saudável confiança" dos portugueses de que "só num quadro democrático encontramos respostas às ansiedades, desgostos e problemas que temos pela frente e queremos resolver", sublinhou Costa.

A direita parlamentar volta a deter a Presidência da República, primeiro órgão de soberania, que é actualmente ocupado também por um ex-líder do PSD, Cavaco Silva.

Aliás, apesar de o novel Presidente não ter querido contar com os líderes do PSD nos palcos da campanha, a vitória foi reivindicada pelo actual líder do partido, Pedro Passos Coelho, numa curta declaração.

Também Paulo Portas, líder cessante do CDS, festejou a eleição de Marcelo e salientou a importância de a direita ser mais uma vez maioritária.

A nível internacional, um dos primeiros a reagir à eleição presidencial em Portugal foi o primeiro-ministro de Cabo Verde.

“Quero felicitar o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa pela sua brilhante eleição ao elevado cargo de Presidente de Portugal”, escreveu José Maria Neves na sua página de Facebook.

O novo Presidente será empossado em Março.

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