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Governo e Renamo continuam a esgrimir posições divergentes

  • Ramos Miguel

Assembleia de voto na província de Cabo Delgado. Moçambique. Foto enviada por Aly Júnior

Assembleia de voto na província de Cabo Delgado. Moçambique. Foto enviada por Aly Júnior

Executivo exige desarmanento da Renamo e partido liderado por Afonso Dhlakama insiste em governar nas províncias no centro e norte de Moçambique.

O Governo moçambicano diz que apesar da suspensão do diálogo político com a Renamo mantém-se optimista quanto ao desfecho deste processo, contrariando o cepticismo reinante em alguns sectores da sociedade civil.

O vice-ministro da Defesa Nacional, Patrício José, afirma não estar preocupado com a interrupção dos trabalhos da comissão mista porque o mais importante é o processo ter começado.

"Nós temos fé que o trabalho está sendo feito com seriedade e assumimos que a comissão mista está a trabalhar no sentido de garantir que haja paz efectiva", afirmou o governante.

A comissão mista foi criada para, com o apoio de mediadores internacionais, preparar o encontro entre o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se espera venha a encontrar soluções mais estruturais para a presente tensão militar.

Afonso Dhlakama, por seu lado, exige que seja a Renamo a governar nas províncias onde obteve o maior número de votos nas eleições legislativas de 2014.

Há quem acredite que o Chefe de Estado possa até resolver esta questão, através da nomeação de indivíduos indicados pela Renamo, para governadores provinciais.

Entretanto, a questão que se põe é qual é o elemento de troca da Renamo?

O Governo exige o desarmamento da Renamo, o que não parece que seja aceitável da parte de Afonso Dhlakama porque os homens armados são um elemento de pressão sobre o Governo.

Depois de uma semana de negociações entre Governo e Renamo, os mediadores internacionais suspenderam na quarta-feira, 27, as conversações por um período de 10 dias.

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